Inflação e El Niño: alta dos alimentos deve ficar para 2027, vê Itaú BBA
O Itaú BBA projeta que os efeitos do El Niño sobre a inflação de alimentos devem ser sentidos apenas em 2027, não neste ano. Enquanto isso, o IPCA de maio de 2026 desacelerou para 0,58%, segundo o IBGE, bem abaixo dos 0,88% registrados em março. O choque climático ainda não chegou aos preços ao consumidor.
O El Niño de 2025-2026 afetou padrões de chuva e temperatura em regiões agrícolas do Brasil. O Itaú BBA, em relatório recente, aponta que a alta dos alimentos deve ficar para 2027, pois a safra atual e os estoques reguladores amenizam o impacto imediato. A projeção contrasta com o IPCA de alimentos que, em abril de 2026, subiu 0,67%, ainda dentro da normalidade sazonal.
Como o El Niño afeta a inflação de alimentos
O fenômeno climático altera o regime de chuvas e temperaturas, prejudicando culturas como soja, milho e hortaliças. O Itaú BBA estima que a quebra de safra só será refletida nos preços ao consumidor no ano seguinte, devido ao ciclo de produção e distribuição.
Impacto nas culturas agrícolas
Segundo o Banco Central, a variação mensal do IPCA em janeiro de 2026 foi de 0,33%, indicando pressão baixa. Em fevereiro, subiu para 0,70%, ainda sem sinal de choque climático. O El Niño tende a elevar custos de irrigação e reduzir produtividade, mas o efeito é defasado.
IPCA recente: desaceleração em maio
O IPCA de maio de 2026 registrou variação de 0,58% (IBGE), desacelerando ante os 0,88% de março (IBGE). Em abril, o índice ficou em 0,67% (IBGE). Os números mostram que a inflação corrente está controlada, sem reflexos do El Niño.
Comparativo mensal do IPCA em 2026
| Mês | Variação (%) | Fonte | |-----|--------------|-------| | Janeiro | 0,33 | Banco Central | | Fevereiro | 0,70 | Banco Central | | Março | 0,88 | IBGE | | Abril | 0,67 | IBGE | | Maio | 0,58 | IBGE |
A desaceleração de maio, segundo analistas, reflete alívio em transportes e habitação, enquanto alimentos seguem estáveis.
Por que o impacto deve ficar para 2027
O Itaú BBA argumenta que os estoques de grãos da safra 2025-2026 e a capacidade de substituição de culturas atrasam o repasse. O efeito do El Niño sobre a inflação de alimentos deve ficar para 2027, quando a nova safra será colhida com menor volume.
O papel dos estoques reguladores
O governo mantém estoques de milho e trigo que amenizam picos de preço. Em dezembro de 2025, o IPCA variou 0,33% (Banco Central), mostrando que a inflação estava baixa antes do El Niño ganhar força.
O que esperar dos alimentos nos próximos meses
Para o consumidor, a alta dos alimentos deve ficar para 2027, como projeta o Itaú BBA. Até lá, itens como arroz, feijão e carnes devem seguir com variação moderada, influenciados mais pela demanda interna que pelo clima. inflação de alimentos 2026
Perspectivas para a política monetária
Com o IPCA desacelerando, o Banco Central pode manter a Selic em patamar atual. O impacto do El Niño em 2027, no entanto, pode exigir ajustes. A projeção do Itaú BBA reforça que o choque climático não é imediato.
Perguntas Frequentes
Quando o El Niño vai impactar os preços dos alimentos?
Segundo o Itaú BBA, o impacto deve ficar para 2027, devido ao atraso entre a quebra de safra e o repasse ao consumidor.
O IPCA de maio de 2026 já reflete o El Niño?
Não. O IPCA de maio variou 0,58% (IBGE), desacelerando ante meses anteriores, sem sinal de choque climático.
Quais alimentos podem ficar mais caros com o El Niño?
Culturas como soja, milho e hortaliças são mais sensíveis. O efeito deve aparecer em carnes e derivados, com defasagem.
O que o Banco Central diz sobre a inflação atual?
O BC registrou IPCA de 0,33% em janeiro e 0,70% em fevereiro, indicando inflação controlada.
Como o consumidor pode se preparar para a alta de 2027?
Estocar alimentos não perecíveis e acompanhar relatórios de safra ajuda. A alta deve ficar para 2027, segundo o Itaú BBA.
