O Ibovespa fechou em queda de 0,93% nesta quarta-feira (9), aos 185.629,04 pontos, acompanhando a aversão a risco no exterior com a disparada do petróleo Brent acima de US$ 101, o maior nível desde julho. O dólar à vista subiu 0,52%, a R$ 5,1123.
A alta do petróleo, impulsionada por troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e ofensiva dos houthis do Iêmen à Arábia Saudita, reacendeu temores inflacionários e de juros mais elevados. Segundo a estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá, apenas energia e commodities foram beneficiadas pela valorização do petróleo hoje. O setor bancário foi penalizado, com o Índice Financeiro (IFNC) caindo 2,08%.
Entre as ações, a Petrobras avançou em linha com o petróleo: PETR3 subiu 0,85% (R$ 53,69) e PETR4, 0,69% (R$ 48,42), sendo a mais negociada da B3. A Vale fechou com alta de 0,10% (R$ 79,10). Na ponta negativa, Tenda (TEND3) caiu 6,03%, primeiro pregão após troca de CEO. A CSN (CSNA3) liderou as altas, com 7,40%, após o BTG Pactual ver oportunidade tática de compra.
No cenário político, o presidente Lula assinou decreto que reduz PIS/Cofins em R$ 0,63 por litro de gasolina e zera a tributação do etanol, medida que, segundo Sá, não foi bem vista por analistas devido ao impacto fiscal. No STF, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues à PF, enquanto o presidente Edson Fachin anulou decisões de Mendonça e Dino. Pesquisa Meio/Ideia mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 46% no segundo turno.
impacto do petróleo na bolsa como o câmbio afeta seus investimentos