# IBGE lança mapas-múndi com Brasil no centro

> O IBGE lançou três mapas-múndi que colocam o Brasil no centro e, em alguns casos, o hemisfério Sul no topo, usando a projeção Terra Igual, aprovada pela ONU. A iniciativa integra as comemorações do 7 de setembro e propõe uma representação cartográfica menos eurocêntrica do planeta.

*Viva Capital · Economia · 14 de setembro de 2026 · Henrique Salomão*

O IBGE lançou três mapas-múndi que colocam o Brasil no centro e, em alguns casos, o hemisfério Sul no topo. A iniciativa integra as comemorações do 7 de setembro e usa a projeção Terra Igual, aprovada pela ONU.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou três mapas-múndi temáticos que posicionam o Brasil em seus centros. A iniciativa integra as comemorações do 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, deste ano.

Os mapas, lançados entre 2024 e 2026, estão disponíveis na loja virtual do IBGE para download gratuito e também em versões impressas. São três modelos comercializados em quatro tamanhos diferentes, de A0 a A4, com preços que variam de R$ 10 a R$ 90.

As publicações seguem a nova representação cartográfica aprovada pela ONU, a Terra Igual (Equal Earth), que busca reduzir as distorções de tamanho entre continentes e países presentes em projeções tradicionais. Elas também posicionam o Brasil no centro do mapa e, em alguns casos, exibem o hemisfério Sul na parte superior, o que pode causar certa estranheza. A inversão, porém, não representa um erro cartográfico.

Especialistas apontam que a orientação com o norte voltado para cima é apenas uma convenção histórica, sem que exista uma forma cientificamente correta de posicionar o planeta em um mapa. Por ser uma representação planificada da Terra, os mapas podem ser apresentados em diferentes orientações sem que isso comprometa sua precisão geográfica.

## Por que os mapas do IBGE parecem incomuns

À primeira vista, os mapas-múndi do IBGE podem parecer incomuns. Isso decorre da familiaridade com as projeções mais difundidas, especialmente a de Mercator, criada em 1569 e que popularizou a visão do mundo com o norte voltado para cima.

Além de distorcer as áreas próximas aos polos, ampliando visualmente regiões como a América do Norte e a Europa, esse tipo de representação reduz a proporção aparente de áreas localizadas próximas à linha do Equador, como a África e a América do Sul.

Segundo especialistas, essas características podem reforçar a percepção de que as regiões ao norte estão associadas à riqueza, ao desenvolvimento e a status mais elevados, enquanto as áreas ao sul tendem a ser relacionadas à pobreza e a condições menos favoráveis.

## O que muda com a projeção Terra Igual

A adoção da projeção Terra Igual pelo IBGE não altera fronteiras nem dados geográficos. O que muda é a forma de olhar para o planeta. Ao reduzir distorções de área e descentralizar a Europa e a América do Norte, o mapa propõe uma leitura menos hierárquica do espaço global.

Para quem trabalha com educação, planejamento territorial ou simplesmente quer entender melhor a cartografia, os modelos servem como ponto de partida para discutir como as representações visuais carregam escolhas históricas. O download gratuito na loja virtual do IBGE facilita o acesso de professores e estudantes.

Quem deseja uma versão física pode optar pelos tamanhos A0 a A4, com preços entre R$ 10 e R$ 90. A iniciativa reforça o papel do IBGE na produção e difusão de conhecimento geográfico, agora com uma abordagem que coloca o Brasil no centro da representação.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/ibge-lanca-mapas-mundi-invertidos-brasil-centro-modelos-questionam-visao-tradici/
