# Governo prevê fundo garantidor para agro com aporte de até R$ 2 bilhões, afirma Durigan

> O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo federal planeja criar um fundo garantidor para o agronegócio com aporte de até R$ 2 bilhões. A medida busca ampliar o acesso ao crédito rural e reduzir riscos para produtores e instituições financeiras.

*Viva Capital · Economia · 15 de julho de 2026 · Patrícia Mendonça*

O governo federal planeja criar um fundo garantidor para o agronegócio com aporte de até R$ 2 bilhões, conforme declarou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. A medida visa ampliar o acesso ao crédito rural e reduzir riscos para produtores e instituições

O governo federal anunciou a intenção de criar um fundo garantidor voltado ao agronegócio, com aporte inicial de até R$ 2 bilhões. A declaração foi feita pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante evento do setor. A medida busca ampliar o acesso ao crédito rural e reduzir o risco para instituições financeiras e produtores.

O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, prevê a criação de um fundo garantidor para o agronegócio com aporte inicial de até R$ 2 bilhões, conforme afirmou o secretário-executivo Dario Durigan. O objetivo é ampliar o crédito rural, reduzindo riscos para produtores e bancos, especialmente em momentos de adversidade climática ou de mercado.

## Como funciona o fundo garantidor para o agro

Um fundo garantidor funciona como uma espécie de seguro. Ele cobre parte do valor do empréstimo caso o tomador não consiga pagar. No caso do agro, a proposta é que o governo entre com até R$ 2 bilhões para formar esse colchão financeiro. Com isso, bancos e cooperativas de crédito se sentem mais seguros para emprestar, mesmo para produtores com menos garantias reais.

Segundo Durigan, a ideia é que o fundo seja operacionalizado por instituições financeiras públicas, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, mas a modelagem ainda está em estudo. O aporte de R$ 2 bilhões viria do Tesouro Nacional, conforme previsão orçamentária.

## Por que o governo propõe esse fundo agora?

O setor agropecuário brasileiro enfrenta desafios recorrentes de acesso ao crédito, especialmente para pequenos e médios produtores. Dados do Banco Central mostram que a inadimplência no crédito rural subiu nos últimos anos, o que levou os bancos a exigirem mais garantias. O fundo garantidor visa justamente reduzir esse entrave.

Além disso, eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, afetam a capacidade de pagamento de muitos produtores. O fundo funcionaria como uma rede de proteção, permitindo que o crédito continue fluindo mesmo em cenários adversos.

## Quem pode se beneficiar do fundo garantidor?

A expectativa é que o fundo atenda prioritariamente:

- Pequenos e médios produtores rurais, que muitas vezes não têm terras ou maquinário para dar como garantia.
- Cooperativas agropecuárias, que agregam dezenas de pequenos produtores e precisam de linhas de crédito robustas.
- Produtores familiares, enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta ainda precisa passar por análise técnica e aprovação do Congresso Nacional. O prazo para implementação não foi divulgado.

## Diferenças entre o fundo garantidor e outras linhas de crédito

O fundo garantidor não é uma linha de crédito direta, mas um mecanismo que viabiliza outras linhas. Ele reduz o risco para o banco, que pode oferecer juros menores e prazos mais longos. Hoje, o crédito rural já conta com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), mas o novo fundo seria mais amplo.

"O fundo garantidor pode ser um divisor de águas para o crédito rural no Brasil", afirmou Durigan durante o evento. A fala indica que o governo vê a medida como estruturante para o setor.

## Riscos e cuidados com o fundo garantidor

Apesar dos benefícios, é preciso cautela. Um fundo garantidor mal calibrado pode gerar risco moral, ou seja, o tomador pode se sentir menos responsável pelo pagamento. Para evitar isso, o governo estuda estabelecer limites de cobertura por operação e exigir contrapartidas dos produtores.

Outro ponto é o impacto fiscal. O aporte de R$ 2 bilhões precisa estar previsto no Orçamento, e qualquer desembolso extra pode afetar as contas públicas. O secretário Durigan afirmou que o governo busca um desenho que não comprometa a meta fiscal.

## Como o produtor pode se preparar

Enquanto o fundo não sai do papel, o produtor rural pode:

- Manter o cadastro atualizado no Sistema de Cadastro Rural (SICAR) e no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
- Organizar a documentação da propriedade, como escritura, CAR e comprovantes de produção.
- Buscar orientação com sindicatos rurais e cooperativas sobre as linhas de crédito já disponíveis.
- Acompanhar as notícias sobre a tramitação do projeto no Congresso.

Para quem tem dúvidas sobre como declarar operações de crédito rural no Imposto de Renda, sugiro declaração de crédito rural no IRPF para não cair na malha fina.

## Perguntas Frequentes

### O fundo garantidor já está em vigor?

Não. A proposta foi anunciada pelo secretário Dario Durigan, mas ainda precisa de aprovação do Congresso e regulamentação.

### Quanto o governo vai aportar?

Até R$ 2 bilhões, conforme declarado por Durigan. O valor exato dependerá da modelagem final e da aprovação orçamentária.

### Quem pode usar o fundo garantidor?

Pequenos e médios produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares, com prioridade para quem tem menos garantias.

### O fundo substitui o seguro rural?

Não. O fundo garantidor é complementar. Ele cobre o risco de inadimplência, enquanto o seguro rural protege contra perdas de safra.

### Qual o impacto nas taxas de juros?

Com menor risco para os bancos, a expectativa é que as taxas de juros do crédito rural caiam, mas isso dependerá de cada instituição financeira.

### Quando o fundo deve começar a funcionar?

Não há prazo definido. O governo espera enviar o projeto ao Congresso ainda neste semestre.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/governo-preve-fundo-garantidor-agro-aporte-ate-r-2-bilhoes-afirma-durigan/
