# Governo do DF busca R$ 6,6 bi para socorrer BRB

> O Governo do Distrito Federal busca R$ 6,6 bilhões em empréstimo para socorrer o Banco de Brasília (BRB). O Distrito Federal apresentará resultados parciais das contas de 2026 para convencer a União e bancos credores sobre a capacidade de pagamento. O montante cobre o rombo financeiro deixado pelo Banco Master no BRB.

*Viva Capital · Economia · 07 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

O governo do Distrito Federal apresentará resultados parciais das contas de 2026 para convencer a União e bancos de que consegue pagar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no BRB.

## Governo do DF tenta empréstimo de R$ 6,6 bi para socorrer BRB com contas de 2026

O governo do Distrito Federal apresentará resultados parciais das contas de 2026 para convencer a União e bancos de que consegue pagar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões que está buscando para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no Banco de Brasília (BRB). Como o Estadão revelou na quinta-feira, 6, o Distrito Federal saiu de um déficit de R$ 926,5 milhões nas contas em 2025 para um superávit de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre do ano. Os números foram apresentados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 7.

## O que dizem as contas de 2026 do Distrito Federal

Pelos números da Secretaria de Economia, o Distrito Federal tinha projeção de um déficit de R$ 6 bilhões nas contas em 2026 e fechará o ano com um superávit de R$ 3 bilhões. Segundo o secretário Valdivino de Oliveira, é possível chegar a um superávit de R$ 6 bilhões, o que demonstra a capacidade de pagamento de um empréstimo para salvar o BRB.

"Se o governo trabalhar com seriedade, num exercício só ele é capaz de gerar um superávit de mais de 70% ou 80% da operação (de empréstimo do BRB)", afirmou o secretário.

O principal indicador revertido foi a poupança corrente, de acordo com a administração estatal. As despesas somaram 93,95% da receita em julho. Há dois anos e meio, os gastos estavam acima do limite de 95% imposto pela Constituição todos os meses.

## Nota Capag atual e o impacto no aval da União

O Distrito Federal está com uma nota de Capacidade de Pagamento (Capag) "C" no Tesouro Nacional, que impede aval da União para empréstimos. Nos novos números da gestão distrital, as contas de 2026 até julho estão em condições de receber a nota "A", revertendo o quadro. "Nosso objetivo é fechar 2026 com A+", disse Oliveira.

O Tesouro Nacional deve divulgar as novas notas dos Estados e do Distrito Federal em outubro. Os números, porém, serão embasados em 2025, que são ruins para a administração distrital. Os números de 2026 servirão para a avaliação da Capag de 2027, a ser divulgada só no próximo ano.

A Capacidade de Pagamento parcial de 2026, porém, é suficiente para uma avaliação excepcional, segundo o governo do DF. "Para efeitos jurídicos, o Capag parcial serve", disse a governadora Celina Leão (PP).

## O rombo assumido e o choque de gestão

"Nós assumimos um rombo de quase R$ 5 bilhões, gravíssimo, com atrasos de pagamento, e imediatamente fizemos um choque de gestão que custou da nossa parte, administrativa e política também, um esforço gigante para que as pessoas pudessem entender que havia uma nova gestão", disse a governadora.

Esse contexto ajuda a explicar por que o DF aposta nas contas de 2026 como argumento para liberar o crédito. Para o cidadão comum, o desfecho dessa negociação define se o BRB continuará operando normalmente e se o governo local terá fôlego para manter serviços públicos.

## O imbróglio do empréstimo: FGC, bancos e STF

O Distrito Federal pediu um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer o BRB, mas ainda não conseguiu finalizar a operação. Bancos privados, que entrariam como avalistas do financiamento, se recusam a conceder as garantias nas condições atuais oferecidas pela administração distrital.

O governo do DF recorreu ao STF e fechou um acordo com a União para conseguir o empréstimo, sem aval do Tesouro Nacional, mas com garantias de bancos públicos e privados. No próximo dia 13, haverá uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o acordo fechado entre a administração distrital e a União para socorrer o BRB.

O ministro Luiz Fux, do STF, marcou uma nova audiência de conciliação após o Distrito Federal alegar "inércia" da União e do FGC. Na quinta-feira, 6, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou "inércia" do governo federal e afirmou que o empréstimo não saiu até o momento por falta de um plano "crível" do BRB e da administração distrital.

O comentário de Durigan foi rebatido por Celina Leão, sem citar diretamente o ministro. "Diferente do governo federal, que está fazendo avaliações políticas, falas políticas, nós não vamos cometer esse erro", afirmou a governadora.

## O que muda para o consumidor e para o servidor do DF

Para quem mora no Distrito Federal ou utiliza serviços do BRB, a negociação define o futuro do banco público local. O rombo deixado pelo Banco Master no BRB não é um problema contábil distante: ele pode afetar a disponibilidade de crédito, a confiança no sistema financeiro regional e, em última instância, a capacidade do governo de honrar seus compromissos.

A estratégia do Distrito Federal é dizer que está em condições financeiras para contrair e pagar o financiamento mesmo com avaliação negativa por parte do Tesouro Nacional. Se as contas de 2026 se confirmarem, o DF pode fechar o ano com superávit de R$ 3 bilhões, e a projeção otimista chega a R$ 6 bilhões. Esse montante seria suficiente para cobrir a maior parte do empréstimo de R$ 6,6 bilhões em um único exercício.

## Próximos passos da negociação

A audiência no STF no dia 13 é o próximo marco. O governo do DF levará os números parciais de 2026 como prova de capacidade de pagamento. A União, por sua vez, deve manter a exigência de um plano "crível" para o BRB. impacto do rombo do Banco Master no BRB

Enquanto isso, o Tesouro Nacional divulgará em outubro as notas de Capag baseadas em 2025, que tendem a manter o DF em situação desfavorável. A nota de 2026 só virá em 2027, mas o governo aposta na avaliação excepcional para destravar o crédito agora. como funciona a nota Capag do Tesouro Nacional

## Perguntas Frequentes

### Por que o DF precisa de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões?

O empréstimo é para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no Banco de Brasília (BRB). O governo do DF busca o valor junto ao FGC para socorrer o banco público.

### O que é a nota Capag e por que ela importa?

A Capag é a Capacidade de Pagamento do ente federativo, avaliada pelo Tesouro Nacional. A nota "C" impede o aval da União para novos empréstimos. O DF quer reverter para "A" com as contas de 2026.

### Quando o Tesouro divulga as novas notas?

O Tesouro Nacional deve divulgar as novas notas em outubro, com base em 2025. Os números de 2026 só valerão para a avaliação de 2027.

### O que acontece se o empréstimo não for aprovado?

Sem o empréstimo, o BRB pode enfrentar dificuldades para honrar seus compromissos. A audiência no STF no dia 13 é a próxima etapa para tentar destravar o acordo.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/governo-df-tentara-emprestimo-socorrer-brb-resultados-parciais-contas-2026/
