# Flávio nega detalhes de Dark Horse e chama caso de 'livro fechado'

> Flávio Bolsonaro (PL) classificou o caso do patrocínio de R$ 61 milhões ao filme Dark Horse como "livro fechado" durante sabatina na TV Globo. O senador negou fornecer detalhes do contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias. A declaração ocorreu em resposta a perguntas sobre a transação envolvendo recursos públicos.

*Viva Capital · Economia · 29 de agosto de 2026 · Adriana Buarque*

Flávio Bolsonaro (PL) chamou o caso do patrocínio de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse de 'livro fechado' e se recusou a dar detalhes do contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias. Declaração foi durante sabatina da TV Globo.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28) que o caso do patrocínio de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é um "livro fechado". Flávio, porém, se recusou a dar detalhes sobre o contrato firmado com o banqueiro, que está preso por fraudes bilionárias.

"É um livro que está fechado, ressignificado e na prateleira para quem quiser abrir e ter acesso na hora que quiserem", declarou, durante sabatina promovida pela TV Globo. Na ocasião, o senador disse que não foi errado ter procurado financiamento privado para o filme, que homenageia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele afirmou ainda que Vorcaro não recebeu nenhuma contrapartida pelo patrocínio milionário.

"Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado de um filme do próprio pai. Apesar de ser senador, não teve nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República para esse investidor", declarou. Flávio seguiu usando o argumento de que o investimento era privado e de boa fé por parte de Daniel Vorcaro, citando ainda patrocínios do dono do Banco Master para projetos da Rede Globo.

"Me sinto na obrigação de prestar todos os esclarecimentos porque sou candidato à Presidência da República. Todo o patrocínio que foi feito no filme foi usado no filme", afirmou. O senador disse que a perícia já concluiu que não haveria dinheiro público em Dark Horse. Mesmo pressionado, Flávio não deu detalhes sobre o contrato e voltou a atribuir o caso das fraudes bilionárias do Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Flávio, ele não firmou nenhum contrato com Vorcaro; a parte dele teria sido autorizar o uso da imagem com o banqueiro. Passados três meses desde que o senador disse que apresentaria um relatório detalhado sobre o financiamento, nenhuma explicação foi dada. O longa contou com mais de 90% do orçamento bancado por Vorcaro, segundo a produtora.

"Quem tem que prestar contas não sou eu; é o Lula que tem que prestar contas", declarou na semana passada, após reunião da Fiesp. O financiamento foi tratado entre o banqueiro e Flávio mesmo depois da prisão do dono do Master, em novembro de 2025, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro.

No dia 1.º de junho, a Polícia Civil desencadeou a Operação Wi-Fi, que mirou licitação da Prefeitura no valor de R$ 108 milhões vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama. Ela e a Prefeitura negam irregularidades. A polícia requisitou à Justiça acesso às análises do Coaf sobre movimentações do ICB, da Go Up e de Karina, com a hipótese de que parte dos recursos possa ter ido para a Go Up durante a produção de Dark Horse.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/flavio-se-nega-dar-detalhes-contratos-8216dark-horse8217-diz-caso-8216livro-fech/
