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Flávio Bolsonaro propõe 'amiga virtual' para vítimas de violência doméstica: entenda

ResumoO senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propôs em 2026 a criação de uma 'amiga virtual', assistente de inteligência artificial generativa para orientar mulheres vítimas de violência doméstica. A ferramenta utiliza banco de dados da Lei Maria da Penha para fornecer suporte informativo e jurídico às vítimas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propôs a criação de uma 'amiga virtual', assistente de IA para orientar mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa, anunciada em 2026, usa inteligência artificial generativa e banco de dados da Lei Maria da Penha para dar suporte imed

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Flávio Bolsonaro propõe 'amiga virtual' para vítimas de violência doméstica: entenda
Foto: Viva Capital · Flávio Bolsonaro propõe 'amiga virtual' para vítimas de violência doméstica: entenda · 17 jul 2026

Flávio Bolsonaro propõe 'amiga virtual' para ajudar mulheres vítimas de violência doméstica

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou em 2026 uma proposta de criação de uma 'amiga virtual', assistente baseada em inteligência artificial para orientar mulheres em situação de violência doméstica. A ferramenta, ainda em fase de tramitação no Senado, usa dados da Lei Maria da Penha e promete suporte sigiloso e imediato. A iniciativa busca preencher lacunas de acolhimento, mas já enfrenta críticas de especialistas em políticas públicas.

Como funciona a 'amiga virtual' proposta pelo senador

Segundo o texto protocolado, a 'amiga virtual' é um chatbot com inteligência artificial generativa treinado com o banco de dados da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e de protocolos de atendimento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A ferramenta deve responder perguntas sobre medidas protetivas, canais de denúncia (como Ligue 180 e Disque 100) e orientações jurídicas básicas.

A assistente virtual promete sigilo total: a conversa não fica registrada no celular da usuária, e o acesso pode ser feito por aplicativo ou site. O objetivo declarado é reduzir a subnotificação, já que, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas 10% das vítimas registram boletim de ocorrência.

Quem pode usar a ferramenta

Qualquer mulher maior de 18 anos, em todo o território nacional. A proposta não exige cadastro prévio nem identificação civil, a usuária pode acessar anonimamente. A adesão é voluntária, sem custos.

Quais informações a 'amiga virtual' oferece

  • Orientações sobre como solicitar medida protetiva de urgência na delegacia
  • Endereço e contato de delegacias especializadas (Deam) e centros de acolhimento
  • Roteiro para denúncia anônima pelo Ligue 180
  • Esclarecimentos sobre a Lei Maria da Penha, como prazos e direitos
  • Encaminhamento para serviços de assistência social e psicológica

Críticas e polêmicas em torno da proposta

A proposta recebeu críticas de entidades de defesa dos direitos das mulheres. O Instituto Maria da Penha (IMP) alertou que um chatbot não substitui o atendimento humano especializado, sobretudo em casos de risco iminente. "A violência doméstica exige escuta ativa e avaliação de risco, que uma máquina não faz", afirmou a presidente do IMP, em nota.

Outro ponto é a segurança dos dados. Apesar do sigilo prometido, especialistas em cibersegurança questionam como a plataforma garantirá que o histórico não seja acessado pelo agressor, em caso de dispositivo compartilhado.

Há ainda questionamentos sobre a eficácia: a proposta não prevê integração direta com o sistema de justiça, ou seja, a 'amiga virtual' orienta, mas não gera boletim de ocorrência nem medida protetiva automaticamente. A vítima precisa, depois, ir pessoalmente a uma delegacia.

Dados oficiais sobre violência doméstica no Brasil

O Brasil registrou, em 2025, 1.463 feminicídios, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Desses, 65% foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros. A subnotificação de agressões chega a 90%, o que torna o acolhimento inicial um gargalo crítico.

A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) recebeu, em 2025, 1,2 milhão de ligações, um aumento de 15% em relação a 2024. O perfil das chamadas revela que 70% das denúncias envolvem violência física, seguidas de violência psicológica (22%) e moral (8%).

Comparação com outros serviços de acolhimento

| Serviço | Canal | Sigilo | Gera BO? | Atendimento humano | |---|---|---|---|---| | 'Amiga virtual' (proposta) | Chatbot/app | Sim | Não | Não | | Ligue 180 | Telefone | Sim | Não (orienta) | Sim | | Delegacia da Mulher (Deam) | Presencial | Sim | Sim | Sim | | Aplicativo PM-PA (Pará) | App | Sim | Sim | Híbrido |

Tramitação e próximos passos

A proposta foi apresentada como projeto de lei no Senado em fevereiro de 2026 e aguarda designação de relator na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Se aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados. Não há prazo para votação.

Caso vire lei, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos terá 180 dias para implementar a ferramenta. O custo estimado, segundo o autor, seria coberto por emendas parlamentares e parcerias com empresas de tecnologia, sem impacto orçamentário direto. Especialistas, no entanto, duvidam da viabilidade técnica e financeira.

Perguntas Frequentes

A 'amiga virtual' já está funcionando?

Não. A proposta ainda tramita no Senado e não há previsão de implementação.

A ferramenta substitui o Ligue 180?

Não. A ideia é complementar os canais existentes, oferecendo orientação por texto, mas sem substituir o atendimento telefônico ou presencial.

A conversa com a 'amiga virtual' é realmente sigilosa?

Segundo o texto, sim. Mas especialistas em segurança digital apontam riscos se o dispositivo for compartilhado com o agressor.

Posso denunciar meu agressor pela 'amiga virtual'?

Não. A ferramenta orienta como denunciar, mas o registro formal deve ser feito em delegacia ou pelo Ligue 180.

Quanto custará para o governo?

O autor diz que não haverá custo público direto, mas não detalhou valores. A estimativa de implantação varia entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, segundo consultorias ouvidas pela imprensa.

Quem pode acessar?

Qualquer mulher maior de 18 anos, sem necessidade de cadastro.

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Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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