O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a evitar resposta direta sobre sua posição em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. Ele reafirmou que defenderá o texto do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, que estabelece o modelo de remuneração por hora trabalhada, chamado pela oposição de "PEC da escala 7×0".
"Vamos defender o nosso texto, que é a liberdade do trabalhador. Primeiro, vota-se a nossa proposta, depois vê o que faz", declarou a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública. Mesmo com a insistência dos repórteres, Flávio repetiu que apoiaria o texto de Marinho, mas não respondeu sobre a proposta defendida pelo governo.
Os textos estarão na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira (2). No mesmo dia, Flávio estará em agenda de campanha no Rio Grande do Sul, mas disse acreditar que votará remotamente.
O candidato também falou que visitará Filipe Martins no sábado (5), em Ponta Grossa (PR). Segundo Flávio, será uma "visita de cortesia" ao ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro, que está preso na cadeia pública do município, no interior do Paraná. A visita foi autorizada por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos processos da trama golpista que levaram Martins e Jair Bolsonaro à cadeia.
O que esperar
A indefinição de Flávio Bolsonaro sobre a PEC 6×1 mantém o tema em aberto até a votação na CCJ. Para quem acompanha a tramitação, o desfecho depende do texto que for colocado em pauta e da possibilidade de voto remoto. Resta aguardar a decisão dos senadores na quarta-feira.