A Fitch elevou a classificação de risco da Embraer (EMBJ3), com o rating de IDR passando para BBB e perspectiva estável. A agência citou principalmente a posição de liquidez considerada robusta, combinando histórico de geração positiva de fluxo de caixa livre (FCF), flexibilidade financeira e acesso a mercados de crédito no Brasil e no exterior.
Segundo a Fitch, em 30 de junho de 2026, a Embraer tinha dívida de US$ 2,5 bilhões, com títulos não garantidos transfronteiriços representando 65% do total, além de dívida da Eve de US$ 312 milhões (12%). Na mesma data, o caixa disponível somava US$ 2,0 bilhões, excluindo a Eve (US$ 403 milhões), montante suficiente para cobrir as amortizações da dívida até pelo menos 2035.
A liquidez também é apoiada por uma linha de crédito rotativa (RCF) de US$ 1,0 bilhão com vencimento em 2029. A Fitch espera que a empresa mantenha disciplina na gestão de liquidez, com atuação proativa na administração de passivos para limitar a exposição ao risco de refinanciamento. Cerca de 90% do caixa, equivalentes e investimentos financeiros da Embraer estavam denominados em dólares em 30 de junho de 2026, com parcela relevante mantida no exterior.
Para quem acompanha o setor aéreo, a elevação reforça a solidez financeira da companhia em um cenário de ciclos desafiadores. análise de ratings de empresas brasileiras