# Fazenda autoriza crédito de US$ 1 bilhão do BID para Eco Invest Brasil

> O Ministério da Fazenda autorizou contratação de crédito externo de até US$ 1 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o programa Eco Invest Brasil, voltado à transição ecológica. A operação visa financiar projetos de sustentabilidade e infraestrutura verde no país. O montante fortalece o financiamento climático nacional e amplia a capacidade de investimento em iniciativas ambientais.

*Viva Capital · Economia · 04 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

O Ministério da Fazenda autorizou a contratação de crédito externo de até US$ 1 bilhão com o BID para o Eco Invest Brasil, programa de transição ecológica. Entenda o impacto.

O Ministério da Fazenda autorizou o Brasil a contratar crédito externo de até US$ 1 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Eco Invest Brasil, uma das principais iniciativas de aceleração e transição ecológica sustentável do país. O despacho foi publicado nesta sexta-feira (4), após manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A autorização tem como base o Artigo 40 da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), além de resoluções anteriores do Senado. Com isso, a União poderá formalizar a operação de crédito com o BID, instituição financeira multilateral que atua no financiamento de projetos de desenvolvimento econômico e social na América Latina e no Caribe.

O Eco Invest Brasil integra a estratégia do governo federal para ampliar a atração de investimentos privados estrangeiros, com foco em mecanismos de proteção cambial e no aperfeiçoamento de condições institucionais e regulatórias voltadas ao ambiente de negócios. Coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o programa faz parte do Plano de Transformação Ecológica - Novo Brasil.

Um dos principais mecanismos foi a introdução do hedge (proteção) cambial, que reduziu riscos para investidores e ampliou a participação de capital estrangeiro. O principal instrumento é a combinação de recursos públicos e privados num modelo de financiamento misto (blended finance). Por meio do capital catalítico, governo e instituições financeiras privadas aportam recursos de forma filantrópica, com maior tolerância a riscos de mercado. Nesse sistema, o capital catalítico considera não só o retorno de mercado, mas também o retorno social dos projetos.

Na área de economia circular, as iniciativas previstas têm potencial de impactar positivamente mais de 2 milhões de pessoas nas Regiões Nordeste, Sudeste e Sul. No eixo de transição energética, está prevista a construção de uma biorrefinaria no interior da Bahia, com capacidade para produzir mais de 20 mil barris de óleo vegetal destinados à produção de SAF e diesel renovável, compatíveis com a frota aérea atual.

O programa também passou a financiar projetos de adaptação climática, incluindo a modernização da infraestrutura elétrica em estados como Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A iniciativa prevê o aterramento de linhas vulneráveis a eventos extremos, como chuvas intensas e ventos fortes, para reduzir interrupções no fornecimento de energia.

Para quem acompanha investimentos em infraestrutura e transição energética, a autorização representa um passo concreto na captação de recursos externos com foco em sustentabilidade. O próximo passo é a formalização da operação com o BID, que deve ocorrer nos próximos meses, conforme trâmites legais.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/fazenda-autoriza-credito-us-1-bilhao-bid-eco-invest-brasil/
