O ex-diretor-geral da Diretoria Executiva da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, André Weiss, e o advogado João André Buttini de Moraes foram presos na manhã desta quinta-feira (3) na Operação Caldarium, liderada pelo Ministério Público. Weiss, terceiro na hierarquia da Pasta, é suspeito de receber R$ 4,5 milhões do grupo.
Segundo os investigadores, ambos integrariam a liderança de uma organização criminosa suspeita de cobrar propina para favorecer empresas na análise e liberação de créditos tributários bilionários. A operação foi realizada em 47 locais na capital, no interior paulista e em Mato Grosso do Sul.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) chamou as suspeitas de "fatos isolados" e disse que não acredita em impacto na aprovação do governo nem na campanha. "Infelizmente tem um ou outro que não tem caráter, que insiste em desviar a conduta, insiste em lesar o erário, lesar o Estado. Para isso, a gente vai apresentar a mão pesada", afirmou, durante visita às obras do Rodoanel Norte, em Guarulhos (SP).
Tarcísio lembrou que Weiss, servidor de carreira, foi afastado em maio, após avanço das investigações da Operação Ícaro. "A partir do momento que as investigações foram avançando, a gente viu que esse sujeito podia ter envolvimento. Fizemos o afastamento em maio", disse.
O governador informou que cinco servidores da Fazenda já foram demitidos, seis respondem a processos administrativos disciplinares e 17 estão afastados. "Não vamos tolerar desvio em hipótese alguma", declarou. O Estadão/Broadcast pediu manifestação dos citados, e o espaço segue aberto.