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Etanol lidera queda de combustíveis em julho, aponta Veloe/Fipe

ResumoO Monitor de Preços de Combustíveis Veloe/Fipe apontou o etanol hidratado como líder de queda em julho, com recuo de 2,3%. Diesel comum e S-10 também apresentaram redução, enquanto o GNV subiu 4,0%. O levantamento destaca a vantagem competitiva do etanol no período.

O etanol hidratado liderou a queda dos combustíveis em julho, com recuo de 2,3%, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis Veloe/Fipe. O diesel comum e o S-10 também caíram, enquanto o GNV subiu 4,0%. Entenda os números e a vantagem do etanol.

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Etanol lidera queda de combustíveis em julho, aponta Veloe/Fipe
Foto: Viva Capital · Etanol lidera queda de combustíveis em julho, aponta Veloe/Fipe · 30 jul 2026

Etanol lidera queda de combustíveis em julho, afirma Veloe/Fipe

O etanol hidratado liderou a queda dos combustíveis em julho, com recuo de 2,3%, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe. Dos seis produtos acompanhados, cinco registraram baixa, enquanto o Gás Natural Veicular (GNV) subiu 4,0%. O Indicador de Custo-Benefício Flex caiu para 66,7%, o menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2017, ampliando a vantagem econômica do biocombustível.

Por que o etanol caiu mais em julho?

A queda de 2,3% no etanol hidratado foi a maior entre os combustíveis no mês, puxada pela maior oferta doméstica do biocombustível, segundo o levantamento. O diesel comum recuou 2,1%, e o diesel S-10, 1,8%. As gasolinas também caíram, enquanto o GNV foi o único a subir, com alta de 4,0%, em linha com reajustes na cadeia do gás natural.

O monitor aponta que o cenário reflete a transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo ao mercado interno e a retirada parcial de medidas de amortecimento, em um mercado ainda sensível ao petróleo, ao câmbio e a tensões geopolíticas.

Preços médios nacionais em julho

Na média nacional, os preços ficaram em R$ 6,981 por litro no diesel S-10 e R$ 6,833 no diesel comum. A gasolina aditivada foi cotada a R$ 6,821 e a gasolina comum, a R$ 6,693. O etanol hidratado teve média de R$ 4,163 por litro, e o GNV, de R$ 4,846 por metro cúbico.

Comparação entre os combustíveis

  • Etanol hidratado: R$ 4,163/litro (queda de 2,3%)
  • Diesel comum: R$ 6,833/litro (queda de 2,1%)
  • Diesel S-10: R$ 6,981/litro (queda de 1,8%)
  • Gasolina comum: R$ 6,693/litro (recuo)
  • Gasolina aditivada: R$ 6,821/litro (recuo)
  • GNV: R$ 4,846/m³ (alta de 4,0%)

Os menores preços por estado

O Distrito Federal registrou o menor preço médio da gasolina comum (R$ 6,319), e Mato Grosso teve a menor média do etanol (R$ 3,847), com valores mais baixos concentrados em áreas produtoras ou próximas aos polos de oferta. No diesel, o Rio Grande do Sul apresentou o menor preço médio do S-10 (R$ 6,506), e o Paraná liderou no diesel comum (R$ 6,353). No GNV, apesar da alta nacional, as menores médias foram observadas em Alagoas (R$ 4,271), Espírito Santo (R$ 4,406) e Bahia (R$ 4,449).

Queda de julho não reverte altas de 2026

O monitor aponta que a queda de julho não reverteu as altas acumuladas em 2026. Até julho, o diesel S-10 sobe 13,0% e o diesel comum, 11,6%, enquanto a gasolina avança 6,6% (comum) e 6,1% (aditivada). O etanol, por sua vez, recua 7,0% no ano.

Na comparação com julho de 2025, o diesel S-10 ainda está 13,8% mais caro e o diesel comum, 12,4%, com altas também na gasolina comum (6,4%), na aditivada (5,9%) e no GNV (0,7%). O etanol segue na contramão, com queda de 2,2% em 12 meses.

Custo-benefício do etanol: menor nível histórico

O destaque do mês foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que caiu para 66,7% na média das unidades da Federação, o menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2017. Como o patamar ficou abaixo da referência de 70%, o etanol ampliou a vantagem econômica em relação à gasolina comum, sobretudo em estados produtores ou próximos aos principais centros de oferta do biocombustível, informou a Veloe.

Isso significa que, para o motorista de veículo flex, abastecer com etanol passou a ser ainda mais vantajoso financeiramente, especialmente em regiões como Mato Grosso, onde o preço médio do litro ficou em R$ 3,847.

O que esperar para os próximos meses?

A dinâmica dos preços dos combustíveis continua atrelada a fatores externos e domésticos. A oferta doméstica de etanol deve seguir elevada, o que pode manter o biocombustível competitivo. Por outro lado, o mercado permanece sensível ao petróleo, ao câmbio e a tensões geopolíticas, fatores que podem pressionar os derivados de petróleo para cima.

A retirada parcial de medidas de amortecimento também pode impactar os preços nos próximos meses, segundo o levantamento.

Perguntas Frequentes

O etanol realmente compensa mais que a gasolina?

Sim, para veículos flex, o etanol é vantajoso quando seu preço está abaixo de 70% do preço da gasolina. Em julho, o Indicador de Custo-Benefício Flex caiu para 66,7%, o menor nível desde 2017, ampliando a vantagem do biocombustível.

Qual foi o maior recuo entre os combustíveis em julho?

O etanol hidratado liderou a queda com recuo de 2,3%, seguido pelo diesel comum (-2,1%) e pelo diesel S-10 (-1,8%).

O GNV subiu ou caiu em julho?

O GNV foi o único combustível a subir em julho, com alta de 4,0%, em linha com reajustes na cadeia do gás natural.

Os preços dos combustíveis estão mais baixos que em 2025?

Não, na comparação com julho de 2025, a maioria dos combustíveis está mais cara, com exceção do etanol, que caiu 2,2% em 12 meses. O diesel S-10 está 13,8% mais caro.

Qual estado tem o etanol mais barato?

Mato Grosso registrou a menor média do etanol em julho, a R$ 3,847 por litro, por ser área produtora próxima aos polos de oferta.

O que explica a queda do etanol?

A maior oferta doméstica de etanol, combinada com a transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo e a retirada parcial de medidas de amortecimento, contribuiu para o recuo.

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Thiago Vasques · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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