EPR vence leilão da Régis Bittencourt com deságio de 22,53% e supera Motiva e Arteris
A EPR venceu o leilão da concessão da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR) com deságio de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio definida no edital. A proposta superou a da Motiva, que ofereceu 12,10% de deságio, e a da Arteris, atual administradora, com 0,01%. O contrato é de 15 anos.
Como foi a disputa entre EPR, Motiva e Arteris
O leilão, realizado nesta quinta-feira, teve como grande vencedora a EPR, que apresentou o maior desconto sobre a tarifa de pedágio. A Motiva, maior empresa do setor, fez lance de 12,10% de deságio, enquanto a Arteris, que já administra a rodovia, propôs apenas 0,01%.
Para mim, como especialista em tributos e regulação, o resultado mostra que a EPR chegou com uma estratégia agressiva de custos, o que pode pressionar a rentabilidade futura, mas também demonstra confiança na operação.
Quem é a EPR, a vencedora do leilão
A EPR é uma plataforma brasileira de investimentos em concessões de rodovias e mobilidade, criada a partir da parceria entre a Equipav, grupo com mais de 60 anos de atuação em infraestrutura, e a gestora de fundos Perfin. A companhia já administra concessões rodoviárias nos estados de Minas Gerais e do Paraná.
O contrato: valores e prazos da concessão
O vencedor fica responsável por administrar os 383 quilômetros da rodovia pelos próximos 15 anos. O contrato prevê R$ 7,1 bilhões em investimentos em obras e melhorias e R$ 4,1 bilhões em custos operacionais ao longo da concessão.
Do ponto de vista tributário, esses valores elevados de investimento podem gerar créditos de PIS/Cofins e depreciação acelerada, o que reduz a carga fiscal do operador. Mas é importante lembrar que cada real de custo operacional impacta diretamente o caixa.
A importância estratégica da Régis Bittencourt
Ligando São Paulo a Curitiba, a Régis Bittencourt atende um dos principais corredores logísticos do país e é estratégica para o escoamento da produção agrícola. Para o mercado, o resultado do leilão não definirá apenas o futuro operador de uma rodovia essencial, mas também servirá como medidor de interesse do setor privado por novas concessões de infraestrutura.
O que esperar das novas concessões no setor
Com um deságio tão expressivo, a EPR sinaliza que acredita em eficiência operacional e receitas acessórias para compensar a tarifa menor. Se você é investidor, fique de olho nos próximos leilões: esse resultado tende a elevar a concorrência e reduzir as tarifas futuras.
Perguntas Frequentes
Qual foi o deságio oferecido pela EPR no leilão da Régis Bittencourt?
A EPR ofereceu deságio de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio definida no edital.
Quem eram os concorrentes da EPR no leilão?
A Motiva, com deságio de 12,10%, e a Arteris, atual administradora, com deságio de 0,01%.
Qual é o prazo da concessão da Régis Bittencourt?
O contrato é de 15 anos, com previsão de R$ 7,1 bilhões em investimentos e R$ 4,1 bilhões em custos operacionais.
O que é a EPR?
A EPR é uma plataforma brasileira de investimentos em concessões de rodovias, fruto da parceria entre a Equipav e a Perfin.
Por que a Régis Bittencourt é importante?
A rodovia liga São Paulo a Curitiba e é estratégica para o escoamento da produção agrícola e para a logística do país.
