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Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos

ResumoA Embrapa entregou propostas de agricultura sustentável para candidatos nas eleições de outubro. O documento prioriza políticas para os Poderes Executivo e Legislativo, com foco em práticas de baixo carbono, conservação de recursos naturais e inovação tecnológica. A publicação apresenta dados do agronegócio brasileiro, reforçando a necessidade de integrar produtividade e preservação ambiental.

A Embrapa divulgou recomendações de políticas sustentáveis para candidatos nas eleições de outubro. O documento traz prioridades para os Poderes Executivo e Legislativo e destaca números do agronegócio brasileiro.

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Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos
Foto: Viva Capital · Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos · 25 ago 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou nesta semana recomendações de políticas sustentáveis para o setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro. O documento, intitulado Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação, está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Baseado em evidências científicas, o material defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva. Para os técnicos da Embrapa, a agricultura ocupa posição estratégica no país pela contribuição à economia, pela relação com a segurança alimentar e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, transição energética e desenvolvimento territorial. O conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário.

O documento ressalta o tamanho do agronegócio brasileiro. De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB) do agro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, o que representa 25% do PIB do país. As atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões (quase R$ 900 bilhões), o equivalente a 48,5% do total vendido ao exterior.

A Embrapa trabalha, entre outras frentes, no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade. Nos cálculos da empresa, cada real investido retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.

Seis temas estratégicos

A carta destaca seis temas estratégicos para a agricultura brasileira. Ao defender a segurança alimentar, o documento inclui o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados. A Embrapa sustenta que a insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta vulnerabilidades, amplia a dependência de insumos importados e eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos.

A publicação também afirma que a agricultura brasileira pode se tornar referência em produção sustentável. Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil reúne condições para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental.

A empresa cita projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que a demora em adotar medidas contra as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050. Os técnicos acreditam que, ao ampliar investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, o Brasil pode expandir sua participação nos mercados da economia de baixo carbono.

A transformação digital também é tema central. A Embrapa cita avanços como inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão. Para a empresa, a ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura.

Papel dos Poderes

Os autores entendem que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve ser orientada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva. Já o Legislativo deve se voltar à definição das condições institucionais, regulatórias e orçamentárias, sendo determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo.

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Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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