A Embraer (EMBJ3) e a ANA Holdings fecharam acordo para a venda de oito aeronaves E190-E2, ampliando o contrato firmado em 2025, conforme documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (3). Com o novo pedido, a holding japonesa passa a ter 23 encomendas firmes do modelo, além de cinco opções adicionais. A primeira aeronave E2 da companhia está prevista para ser entregue em 2028.
A ANA HD já havia revelado a decisão de expandir a frota em julho. Segundo a Embraer, os E-Jets operam no Japão desde 2009, e a expansão deve contribuir para ampliar a conectividade regional no país, com ganhos de eficiência operacional e redução de emissões. Para quem acompanha o setor, a decisão reforça um movimento de consolidação: a fabricante brasileira aposta na repetição do modelo no mercado asiático, onde a demanda por aviões de menor porte vem crescendo.
A empresa também prevê engordar ainda mais a carteira de pedidos. A possibilidade de conquistar um contrato bilionário na Índia levou o Bradesco BBI a elevar o preço-alvo das ações da fabricante. Não seria trivial: trata-se de uma concorrência da Força Aérea Indiana estimada em aproximadamente US$ 10 bilhões para a compra de 60 aeronaves de transporte militar de médio porte.
O banco reiterou a recomendação de compra para o papel e passou a projetar preço-alvo de R$ 126 por ação ao fim de 2027, ante R$ 110 ao fim de 2026. Segundo os analistas, o novo preço-alvo também incorpora os resultados do segundo trimestre de 2026, o guidance atualizado para este ano e premissas mais otimistas para as entregas da divisão de aviação comercial e para o crescimento do segmento de Defesa.
Para quem planeja o longo prazo, o movimento da Embraer mostra como decisões de expansão de frota no exterior podem se refletir no preço das ações. Ainda que o contrato japonês seja relevante, é o potencial indiano que sustenta as projeções mais otimistas. análise de ações da Embraer
Acompanhar os próximos passos da concorrência indiana e a execução das entregas à ANA Holdings será essencial para calibrar expectativas. O horizonte de 2027, com preço-alvo de R$ 126, depende de fatores que vão além do anúncio de hoje: demanda global por jatos regionais, ritmo de produção e avanço da divisão de Defesa.