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EcoRodovias (ECOR3) tem queda de 95% no lucro no 2T26, para R$ 9,9 milhões

ResumoA EcoRodovias (ECOR3) registrou lucro líquido de R$ 9,9 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 95% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impactado pelo fim da concessão da Ecovias Sul, pelo aumento das despesas financeiras e pelo avanço dos investimentos. O lucro recorrente recuou 74,1%.

A EcoRodovias (ECOR3) registrou lucro líquido de R$ 9,9 milhões no 2T26, queda de 95% ante o mesmo período de 2025. O resultado foi pressionado pelo fim da concessão da Ecovias Sul, aumento das despesas financeiras e avanço dos investimentos. O lucro recorrente caiu 74,1%, para R

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EcoRodovias (ECOR3) tem queda de 95% no lucro no 2T26, para R$ 9,9 milhões
Foto: Viva Capital · EcoRodovias (ECOR3) tem queda de 95% no lucro no 2T26, para R$ 9,9 milhões · 30 jul 2026

EcoRodovias (ECOR3) tem queda de 95% no lucro no 2T26, para R$ 9,9 milhões

A EcoRodovias (ECOR3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 9,9 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma queda de 95% em relação aos R$ 199,3 milhões apurados no mesmo período do ano passado. O resultado reflete uma combinação de fatores que vão desde o fim de uma concessão-chave até o avanço das despesas financeiras em um cenário de inflação persistente.

Lucro recorrente cai 74,1% e exclui provisão de R$ 31,7 milhões

O lucro líquido recorrente, atribuído aos acionistas controladores e ajustado por efeitos extraordinários, somou R$ 52,9 milhões, recuo de 74,1% na comparação anual. O cálculo exclui, entre outros itens, uma provisão de R$ 31,7 milhões relacionada ao acordo de resolução de controvérsias das antigas concessões Ecovia Caminho do Mar e Ecocataratas, no Paraná.

Para quem acompanha o setor de infraestrutura, esse tipo de ajuste é comum, mas a magnitude chama atenção. A provisão de R$ 31,7 milhões não é um evento operacional, mas impacta diretamente a percepção de risco sobre o passivo da companhia.

O que pressionou o resultado da EcoRodovias?

Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente por três fatores:

  • Redução do Ebitda em razão do encerramento do contrato de concessão da Ecovias Sul
  • Aumento das despesas financeiras em um cenário de inflação persistente
  • Avanço dos investimentos para ampliação da capacidade e melhorias das concessões rodoviárias

A receita líquida ajustada, que exclui a receita de construção, avançou 1%, para R$ 1,837 bilhão. Na mesma base de comparação, desconsiderando a Ecovias Sul, a receita líquida comparável cresceu 9,8%.

O tráfego consolidado recuou 0,4% no trimestre, refletindo o encerramento da concessão da Ecovias Sul. Já o tráfego comparável, que exclui Ecovias Sul, Ecovias Noroeste Paulista e Ecovias Raposo Castello, avançou 3,2%.

Ebitda ajustado e margem: sinais mistos

O Ebitda ajustado somou R$ 1,348 bilhão no trimestre, queda de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ajustada ficou em 73,4%, recuo de 1,5 ponto percentual.

Desconsiderando a Ecovias Sul, porém, o Ebitda ajustado comparável cresceu 9%, para R$ 1,356 bilhão, impulsionado pelo aumento do tráfego e pelos reajustes das tarifas de pedágio. Esse dado mostra que, sem o efeito da concessão encerrada, a operação core continua gerando caixa.

Resultado financeiro e dívida: juros pesam

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 804,6 milhões, piora de 31% na comparação anual, principalmente pelo aumento dos juros e da correção monetária sobre debêntures indexadas ao IPCA.

Ao fim de junho, a dívida líquida era de R$ 23,48 bilhões, enquanto a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, encerrou o trimestre em 4,1 vezes, aumento de 0,2 vez em relação a março.

Para o investidor de ações como ECOR3, esse nível de alavancagem merece atenção. Em um cenário de juros elevados, o custo da dívida pode continuar pressionando o resultado nos próximos trimestres.

Investimentos em alta: R$ 1,547 bilhão no trimestre

A companhia investiu R$ 1,547 bilhão no trimestre, alta de 32% em um ano, com foco em obras de ampliação de capacidade, melhorias e conservação das concessões rodoviárias. Esse volume de capex é significativo e, no curto prazo, pressiona o fluxo de caixa livre, mas pode gerar retornos futuros se o tráfego continuar crescendo.

análise de ações de infraestrutura como o IPCA impacta debêntures dívida líquida e alavancagem em empresas de concessão

Perguntas Frequentes

O que causou a queda de 95% no lucro da EcoRodovias?

A queda foi causada principalmente pelo encerramento do contrato de concessão da Ecovias Sul, aumento das despesas financeiras com inflação e juros, e avanço dos investimentos.

Qual foi o lucro recorrente da EcoRodovias no 2T26?

O lucro líquido recorrente foi de R$ 52,9 milhões, queda de 74,1% na comparação anual.

O que é o Ebitda ajustado e qual foi o valor no 2T26?

O Ebitda ajustado é uma medida de geração de caixa operacional. No 2T26, somou R$ 1,348 bilhão, queda de 1,1%.

Qual é a dívida líquida da EcoRodovias?

Ao fim de junho de 2026, a dívida líquida era de R$ 23,48 bilhões, com alavancagem de 4,1 vezes.

A EcoRodovias continua investindo em novas concessões?

Sim. A companhia investiu R$ 1,547 bilhão no trimestre, alta de 32%, focada em ampliação de capacidade e melhorias das rodovias.

“A EcoRodovias (ECOR3) registrou lucro líquido de R$ 9,9 milhões no 2T26, queda de 95% ante o mesmo período de 2025. O resultado foi pressionado pelo fim da concessão da Ecovias Sul, aumento das despes…”
Thiago Vasques · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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