# Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

> O Monitor do PIB da FGV registrou crescimento de 0,7% na economia brasileira em maio, impulsionado pelo consumo das famílias, que subiu 3,3% no trimestre. A economista Juliana Trece destacou fragilidades no cenário, como a queda nas exportações e nos investimentos, indicando riscos para a sustentabilidade da recuperação.

*Viva Capital · Economia · 20 de julho de 2026 · Patrícia Mendonça*

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio, segundo o Monitor do PIB da FGV. O consumo das famílias foi o principal motor, com alta de 3,3% no trimestre, mas a economista Juliana Trece aponta fragilidades, como a queda nas exportações e nos investimentos.

## Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio, segundo o Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (20). O consumo das famílias, que avançou 3,3% no trimestre até maio, foi o principal motor desse resultado.

## O que diz o Monitor do PIB de maio

O Monitor do PIB da FGV estima o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), o conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. Em maio, a economia retomou a trajetória positiva na comparação mensal, após recuo em abril e estabilidade em março.

No trimestre móvel terminado em maio, a alta é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, a variação positiva acumulada em 12 meses fica em 1,7%.

### Comportamento mês a mês em 2026

A FGV não detalhou os percentuais de cada mês no comunicado, mas o estudo mostra que, após estabilidade em março e recuo em abril, maio trouxe o primeiro crescimento mensal desde fevereiro.

## Consumo das famílias lidera, mas com fragilidades

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo. O indicador cresceu 3,3% no trimestre até maio, alcançando o maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, quando avançou 4%. Desse total, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

No entanto, ela aponta fragilidades no resultado. "O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano", explica.

Para Trece, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas. "Embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado", avalia.

## Exportações e investimentos desaceleram

As exportações tiveram crescimento de 4,3% no trimestre móvel, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%). Segundo a FGV, as exportações da indústria extrativa mineral registraram crescimento significativamente inferior ao que vinham apresentando desde o início do ano.

Já as importações cresceram 8,9%, o terceiro trimestre móvel seguido de alta.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento na economia (como compras de máquinas e equipamentos), teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos.

### Taxa de investimento

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, perdendo apenas para fevereiro (19,2%).

## PIB em valores correntes e comparações

Em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões, de acordo com a FGV.

Apesar da retomada em maio, o indicador de 12 meses (1,7%) aponta desaceleração. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.

## Outros indicadores de atividade

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (17), que indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação, no fim de maio, apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026. A próxima será referente ao segundo trimestre de 2026, no dia 1º de setembro.

## Projeções para 2026

O relatório Focus desta semana, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%. A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

## Perguntas Frequentes

### O que é o Monitor do PIB da FGV?

É um estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV que estima o comportamento do PIB com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

### Qual foi o crescimento do PIB em maio de 2026?

A economia cresceu 0,7% na comparação com abril, segundo o Monitor do PIB da FGV.

### O que puxou o crescimento em maio?

O consumo das famílias, que cresceu 3,3% no trimestre até maio, foi o principal motor, com mais de 60% vindo de serviços e bens duráveis.

### O PIB de 12 meses está acelerando ou desacelerando?

Está desacelerando. A variação acumulada em 12 meses foi de 1,7% em maio, ante 3% em março de 2026 e 3,8% em maio de 2025.

### Qual a previsão para o PIB de 2026?

O relatório Focus do Banco Central projeta alta de 1,99%, enquanto o Ministério da Fazenda estima 2,3%.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/economia-cresce-07-maio-puxada-por-consumo-familias-diz-fgv/
