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Durigan nega inércia da União e cobra plano de negócios do BRB

ResumoO ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou a alegação de inércia da União no acordo para salvar o BRB e cobrou do governo do Distrito Federal a apresentação de um plano de negócios. Durigan confirmou presença na audiência de conciliação marcada pelo STF para o dia 13.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta quinta-feira (6) a alegação de 'inércia' da União no acordo para salvar o BRB e cobrou do governo do DF a apresentação de um plano de negócios. Ele confirmou presença na audiência de conciliação marcada pelo STF para o dia 13.

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Foto: Viva Capital · Federação ou coligação? Diferenças no sistema eleitoral · 07 ago 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu nesta quinta-feira (6) a acusação de "inércia" da União no processo para salvar o Banco de Brasília (BRB). A declaração veio depois de o governo do Distrito Federal pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova audiência de conciliação, alegando que a União e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não estariam cumprindo o acordo.

Segundo Durigan, a alegação causou "profunda insatisfação" nas equipes que trabalham para viabilizar o acordo. "Estarei na audiência pública na próxima quinta-feira, designada pelo ministro Fux, para levar, inclusive, essa fala de indignação das equipes", disse a jornalistas na portaria da Fazenda. "As equipes têm trabalhado bastante em cima desse tema, e hoje me trouxeram essa insatisfação, que atrapalha esse processo que já está em curso."

O que falta para concluir o acordo

Durigan explicou que o impasse não está na vontade das partes, mas na falta de informações. O que falta, segundo ele, é o governo do DF e o BRB apresentarem mais dados sobre um plano de negócios. Essa etapa é essencial para convencer o FGC e os bancos a liberarem os recursos.

"Se o BRB, como eu disse na reunião com o ministro Fux, tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos, ao FGC, que certamente vai avaliar e tomar a decisão de fazer o empréstimo", afirmou.

O ministro voltou a dizer que os problemas do banco do DF têm origem criminosa e partem do próprio BRB e do governo do DF. O BRB precisa ser capitalizado para lidar com as perdas causadas pela compra de ativos falsos que pertenciam ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

Audiência no STF e garantias

O ministro Luiz Fux agendou a nova audiência de conciliação para o dia 13. Durigan confirmou presença e descartou qualquer mudança nos termos do acordo. "O acordo que foi estabelecido no Supremo, na mesa do ministro Fux, é o único acordo possível", disse.

Ele acrescentou que o próprio STF pode esclarecer aos bancos que as garantias ofertadas pelo governo do DF são suficientes. Ou seja, a solução, na visão da Fazenda, passa pela apresentação do plano e pela confiança dos credores, não por renegociar o que já foi acordado.

O que isso significa para você

Se você é cliente do BRB, servidor público do DF ou simplesmente acompanha a economia local, esse impasse tem efeito prático. A capitalização do banco depende de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, e a demora na apresentação do plano de negócios pode atrasar a liberação dos recursos.

Para quem acompanha o caso, fica a lição: a responsabilidade de destravar o acordo está, neste momento, nas mãos do governo do DF e do BRB. A União, segundo Durigan, já fez sua parte ao estabelecer as regras no STF.

Perguntas Frequentes

Por que o BRB precisa ser capitalizado?

O banco precisa de recursos para cobrir perdas decorrentes da compra de ativos falsos que eram do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

Quem é Daniel Vorcaro?

Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. O BRB comprou ativos falsos dessa instituição, o que gerou as perdas.

O que é o FGC?

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade que protege depositantes e investidores em caso de intervenção ou liquidação de instituições financeiras. No caso do BRB, ele é um dos credores que precisa aprovar o empréstimo.

Quando será a próxima audiência?

A audiência de conciliação está marcada para o dia 13, no STF, sob a relatoria do ministro Luiz Fux.

O acordo pode ser alterado?

Segundo Durigan, não. Ele afirmou que o acordo estabelecido no Supremo é o único possível e que o STF pode esclarecer aos bancos que as garantias são suficientes.

“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta quinta-feira (6) a alegação de 'inércia' da União no acordo para salvar o BRB e cobrou do governo do DF a apresentação de um plano de negócios. Ele co…”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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