# Durigan: é preciso mais ajuste fiscal; veja trajetória

> Dario Durigan, porta-voz econômico da campanha de Lula, defendeu em debate na GloboNews a necessidade de mais ajuste fiscal. Durigan apoiou a gradualidade da trajetória fiscal apresentada ao Congresso, sem detalhar novas medidas. A declaração reforça o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas, mantendo o calendário de metas já proposto.

*Viva Capital · Economia · 02 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

Em debate na GloboNews, Dario Durigan, porta-voz econômico da campanha de Lula, afirmou que é preciso fazer mais ajuste fiscal, mas defendeu a gradualidade da trajetória apresentada ao Congresso.

Em debate na GloboNews na noite desta terça-feira (1º), o porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, admitiu que é preciso avançar no ajuste fiscal, mas defendeu o caminho construído para um superávit duradouro. Ele afirmou que, em 2022, o governo recebeu um orçamento "fake" para 2023 e que, desde então, a equipe econômica trabalha com gradualidade.

"É evidente que precisa fazer mais. Tanto que a nossa trajetória projetada para os próximos anos já foi apresentada para o Congresso. Nós temos uma trajetória de 0,5% no ano que vem, 1% em 2028 e 1,5% em 2029", disse Durigan, em debate com a coordenadora de economia do candidato Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, e o coordenador do plano de governo do candidato Ronaldo Caiado (União), Roberto Brant.

Sobre a taxa de juros, Durigan reconheceu que "de fato é um problema que o País vive" e que "a taxa de juros hoje está descalibrada". Ele negou relação simples entre juros e despesas obrigatórias, mas afirmou que o governo vem diminuindo o impulso fiscal em 2024, 2025 e 2026, com compromisso de seguir reduzindo o gasto obrigatório para sanear o orçamento.

O porta-voz também defendeu a continuidade da revisão de benefícios tributários, com previsibilidade e estabilidade institucional. Sobre a inflação, disse que está sob controle, apesar de próxima do teto da meta: "Em 2022, o último ano do governo anterior, a inflação chegou a dois dígitos. Ano de guerra. Agora, a inflação está abaixo de 4,50%". E completou: "Tem que tratar do déficit? Tem que tratar do déficit. Nós vamos fazer a nossa parte, com equilíbrio fiscal, para atacar esse problema".

Para o contribuinte, o ponto prático é acompanhar como a gradualidade fiscal pode afetar tributos e benefícios nos próximos anos. A revisão de benefícios tributários, se confirmada, tende a impactar setores específicos. Quem declara Imposto de Renda deve ficar atento a eventuais mudanças nas regras de dedução, sempre consultando um contador para evitar inconsistências na declaração e risco de malha fina.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/durigan-evidente-preciso-fazer-mais-ajuste-fiscal-trajetoria-tem-gradualidade/
