Drones iranianos atacam Bahrein; navio é atingido em Ormuz após bombardeios dos EUA
No dia 25 de junho de 2026, drones iranianos atacaram o Bahrein e um navio no Estreito de Ormuz, horas após bombardeios dos EUA contra posições do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Iraque. O ataque, reivindicado pelo IRGC, usou drones Shahed-136, veículos aéreos não tripulados (UAVs) de fabricação iraniana, conhecidos por sua precisão e baixo custo operacional. Não há relatos oficiais de vítimas, mas a infraestrutura portuária do Bahrein e a navegação no Estreito de Ormuz foram afetadas.
Drones iranianos Shahed-136 são aeronaves de asa delta, com envergadura de cerca de 2,5 metros e capacidade de carga explosiva de até 40 kg. Eles operam com motor a pistão, voando a velocidades entre 180 e 250 km/h, com alcance máximo de 2.000 km. O sistema de navegação é baseado em GPS e giroscópios, permitindo ataques de precisão contra alvos fixos. O custo unitário estimado é de US$ 20 mil, o que os torna uma opção de ataque de baixo custo para saturação de defesas aéreas.
O ataque ao Bahrein: alvos e consequências
O Bahrein, sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA, foi atingido por pelo menos três drones Shahed-136. Um deles atingiu o Porto de Khalifa Bin Salman, causando danos a contêineres e infraestrutura portuária. Outro drone caiu em área residencial em Manama, sem vítimas. O governo do Bahrein confirmou o ataque, mas não forneceu detalhes sobre o número de drones interceptados pelas defesas aéreas.
Navio atingido no Estreito de Ormuz
No Estreito de Ormuz, um navio de bandeira panamenha foi atingido por um drone iraniano. O navio, identificado como "Aria Star", transportava petróleo bruto do Kuwait para o Japão. O ataque causou um incêndio a bordo, controlado pela tripulação. O IRGC afirmou que o navio estava envolvido em atividades de inteligência para os EUA, mas não apresentou evidências.
Contexto dos bombardeios dos EUA
Os bombardeios dos EUA contra posições do IRGC no Iraque ocorreram em 24 de junho de 2026, em retaliação a um ataque com drones contra uma base militar dos EUA em Erbil. Os EUA usaram caças F-16 e mísseis de cruzeiro Tomahawk para atingir depósitos de munição e centros de comando do IRGC. O Pentágono afirmou que os ataques foram "precisos e proporcionais".
Tecnologia de drones iranianos: Shahed-136 e Mohajer-6
Além do Shahed-136, o Irã utiliza o drone Mohajer-6, um UAV de médio alcance com capacidade de ataque e reconhecimento. O Mohajer-6 pode transportar até quatro mísseis ar-superfície Qaem-5, com alcance de 200 km. Ambos os drones são produzidos pela Iran Aircraft Manufacturing Industrial Company (HESA).
Riscos para a navegação no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial. Ataques a navios na região elevam o risco de seguro marítimo e podem impactar o preço do petróleo. A Marinha dos EUA já reforçou a presença na área, com destróieres e navios de guerra.
Reações internacionais
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a escalada. A Arábia Saudita condenou o ataque ao Bahrein, enquanto o Irã defendeu a ação como "legítima defesa". A Rússia pediu moderação a ambas as partes.
Perguntas Frequentes
O que são drones Shahed-136?
Os Shahed-136 são drones suicidas de fabricação iraniana, usados para ataques de precisão contra alvos fixos. Eles voam a 200 km/h e têm alcance de 2.000 km.
O Bahrein foi atacado por quantos drones?
Pelo menos três drones atingiram o Bahrein, segundo fontes oficiais. Um deles atingiu o Porto de Khalifa Bin Salman.
Qual navio foi atingido no Estreito de Ormuz?
O navio "Aria Star", de bandeira panamenha, que transportava petróleo do Kuwait para o Japão.
Os EUA responderam ao ataque?
Até o momento, os EUA não anunciaram retaliação direta, mas reforçaram a presença militar na região.
Qual o impacto no preço do petróleo?
O ataque elevou o preço do barril de petróleo Brent em 3%, para US$ 92, segundo dados de mercado.
Como proteger navios contra drones?
Navios podem usar sistemas de guerra eletrônica para interferir no GPS dos drones, além de canhões automáticos e mísseis antiaéreos de curto alcance.
