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Dólar fecha a R$ 5,15 com Warsh e à espera do Copom

ResumoO dólar à vista fechou a quarta-feira (16) cotado a R$ 5,1514, com leve queda de 0,07%, em sessão volátil. A moeda norte-americana reagiu à alta de juros do Federal Reserve sob Kevin Warsh e à expectativa pela decisão do Copom sobre a taxa Selic.

O dólar à vista encerrou a quarta-feira (16) a R$ 5,1514, com leve queda de 0,07%, em sessão volátil marcada pela alta de juros do Fed sob Kevin Warsh e pela expectativa da decisão do Copom sobre a Selic.

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Dólar fecha a R$ 5,15 com Warsh e à espera do Copom
Foto: Viva Capital · Dólar fecha a R$ 5,15 com Warsh e à espera do Copom · 16 set 2026

O dólar à vista encerrou a quarta-feira (16) a R$ 5,1514, com leve queda de 0,07%. A sessão foi volátil e teve a política monetária no centro das atenções, dos dois lados da equação: a decisão do Federal Reserve e a espera pela definição do Copom.

O dólar à vista fechou a R$ 5,1514, com recuo de 0,07% no mercado à vista. Nos Estados Unidos, o Fed elevou os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, em decisão unânime e a primeira alta desde julho de 2023. Por aqui, o mercado aguardava a decisão do Copom, com as Opções do Copom da B3 apontando 94,5% de chance de corte de 25 pontos-base na Selic, de 14% para 13,75% ao ano.

O movimento local destoou do dólar global na reta final da sessão. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,65%, aos 100.261 pontos.

O que disse Warsh e o que o mercado passou a precificar

Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve tom duro ao afirmar que a inflação está muito alta e já está assim há muito tempo. Ele acrescentou que os índices de inflação do verão não indicam melhora significativa das tendências subjacentes.

Após Warsh, o mercado consolidou a aposta em nova alta de juros até dezembro. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 50,9% de chance de elevação na decisão de outubro, contra 49% de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Para dezembro, a aposta majoritária é de elevação, com 87,7% de probabilidade de pelo menos um ajuste de 25 pontos-base.

Em linhas gerais, quanto mais o Fed sobe os juros, melhor para o dólar, que fica comparativamente mais atrativo à medida que os rendimentos dos Treasuries sobem, reduzindo o apetite por risco em mercados como o Brasil.

IBC-Br mais fraco e o pano de fundo do câmbio

Os dados de atividade econômica ficaram em segundo plano. Mais cedo, o BC divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,2% em julho, leitura mais fraca do que a esperada.

No acumulado recente, o dólar PTAX de venda saiu de R$ 5,0979 em 9 de setembro para R$ 5,1527 em 16 de setembro, passando por R$ 5,1490 em 15 de setembro e R$ 5,1696 em 14 de setembro.

Para quem acompanha o câmbio no horizonte de vida, a leitura é a de sempre: oscilações diárias informam pouco sobre decisões de longo prazo. O que importa é o efeito das taxas sobre a renda fixa e sobre o custo de quem tem compromissos em dólar.

A decisão do Copom sobre a Selic define o rumo dos próximos meses. Veja análise da decisão do Copom para entender o impacto sobre a renda fixa.

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Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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