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Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco

ResumoO dólar comercial encerrou a segunda-feira (14) cotado perto de R$ 5,15, em alta impulsionada pela aversão a risco, pelo avanço do petróleo e por incertezas políticas. O Ibovespa recuou 0,91%, aos 185.500,88 pontos, com volume financeiro de R$ 24,4 bilhões.

O dólar subiu e fechou perto de R$ 5,15 na segunda-feira (14), em dia de aversão a risco, avanço do petróleo e incertezas políticas. O Ibovespa caiu 0,91%, aos 185.500,88 pontos, com volume de R$ 24,4 bilhões.

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Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco
Foto: Viva Capital · Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco · 15 set 2026

O dólar e a bolsa brasileira encerraram a segunda-feira (14) pressionados pela aversão ao risco nos mercados. A moeda estadunidense aproximou-se de R$ 5,15, enquanto o Ibovespa caiu quase 1%. O dia foi marcado pelo avanço do petróleo, incertezas no cenário político doméstico e tensões geopolíticas.

A moeda chegou a subir mais de 1% pela manhã e atingiu a máxima de R$ 5,183, pouco antes das 11h. A pressão refletiu a valorização do dólar no exterior e a busca por ativos mais seguros diante do petróleo em alta e das tensões geopolíticas. À tarde, a cotação perdeu força e marcou a mínima de R$ 5,1414, depois que declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã reduziram parte das preocupações com a oferta global de petróleo. Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 14/09/2026 foi R$ 5,1696, ante R$ 5,0918 em 11/09.

O que puxou o dólar e derrubou o Ibovespa

No exterior, o índice DXY, que acompanha o dólar ante seis moedas fortes, avançava 0,41% no fim da tarde, aos 99,508 pontos. No Brasil, as incertezas políticas também influenciaram os negócios, em meio à divulgação de pesquisas eleitorais. O mercado acompanha ainda a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes está previsto para ser analisado pelo plenário do STF nesta terça-feira (15).

O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,96 pontos, com volume financeiro de R$ 24,4 bilhões. A queda foi pressionada principalmente por ações de mineradoras, num ambiente de recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. O cenário político brasileiro também contribuiu para a instabilidade. Em Nova York, o S&P 500 encerrou o dia com queda de 0,48%, afetado por preocupações com riscos relacionados ao avanço da inteligência artificial.

Petróleo, juros e o que isso muda no seu bolso

O petróleo foi um dos principais fatores de pressão. O Brent para novembro chegou a ser negociado a US$ 109,80 pela manhã, alta próxima de 5%, após novos ataques contra infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio. A cotação perdeu força à tarde com a indicação de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e notícias sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia. Ainda assim, o barril do tipo Brent terminou o dia a US$ 105,68, alta de 1,02%. O contrato acumula ganhos superiores a 15% em setembro e de aproximadamente 75% no ano. A alta do petróleo aumenta as preocupações sobre inflação e pode influenciar as decisões de política monetária das principais economias.

No mercado de juros, a expectativa é de redução do diferencial entre as taxas brasileira e estadunidense. O Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) decidirá sobre os juros nos EUA na quarta-feira (17), enquanto o mercado projeta continuidade do ciclo de cortes da Selic. Para quem tem investimentos em renda fixa, a queda da Selic tende a reduzir o retorno de aplicações pós-fixadas; para quem importa ou viaja, o dólar perto de R$ 5,15 encarece produtos e despesas em moeda estrangeira. É o tipo de dia em que a volatilidade cobra atenção de quem tem exposição cambial, seja em ações, fundos ou dívidas atreladas ao dólar.

“O dólar subiu e fechou perto de R$ 5,15 na segunda-feira (14), em dia de aversão a risco, avanço do petróleo e incertezas políticas. O Ibovespa caiu 0,91%, aos 185.500,88 pontos, com volume de R$ 24,4…”
Thiago Vasques · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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