# Dólar recua a R$ 5,18, mas avança 2,16% em agosto

> O dólar à vista recuou a R$ 5,1801 na sessão, com queda de 0,32%, mas acumulou alta de 2,16% em agosto. O movimento acompanhou o exterior e a valorização do petróleo. A moeda norte-americana encerrou o mês com ganho expressivo, refletindo pressões externas e commodities em alta.

*Viva Capital · Economia · 31 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa, a R$ 5,1801, queda de 0,32%, mas acumulou alta de 2,16% em agosto. Movimento acompanhou exterior e petróleo em alta.

O dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira (31) em baixa, a R$ 5,1801, queda de 0,32%, acompanhando o movimento global da moeda e o suporte da alta do petróleo. No mês, porém, a divisa acumulou valorização de 2,16% ante o real, enquanto o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, perdeu força (-0,39%) no período.

Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY operava com baixa de 0,29%, aos 99,408 pontos, refletindo o exterior. No Brasil, o mercado de câmbio seguiu atento às pesquisas eleitorais, que mostram disputa acirrada entre os dois primeiros colocados.

Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 47,1% das intenções de voto, contra 42,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em cenário de segundo turno. A vantagem de 4,5 pontos porcentuais está acima da margem de erro de 1 ponto, mantendo Lula na liderança isolada pela reeleição. Brancos, nulos e indecisos subiram de 7,9% para 10,3%.

Já na pesquisa BTG Pactual/Nexus, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente, com 46% e 45%, respectivamente, repetindo os números da semana anterior. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8%, e 1% está indeciso ou não respondeu. Nas duas sondagens, Augusto Cury (Avante) despontou para a terceira colocação, antes ocupada por Renan Santos (Missão).

No exterior, a retomada da troca de ataques entre Estados Unidos e Irã azedou o humor dos índices de Wall Street. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu atingir o Irã com força, depois que Teerã respondeu a ataques norte-americanos com mísseis contra duas bases aéreas dos EUA na Jordânia. "Vamos atacá-los com força", disse Trump à Fox News, segundo um repórter do canal. "Haverá uma resposta."

Como consequência, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência internacional, para novembro fechou com alta de 2,71%, a US$ 90,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. A alta do petróleo costuma dar suporte ao real, por melhorar os termos de troca do país, mas o cenário eleitoral segue como fator de pressão no câmbio.

Para quem planeja o orçamento familiar, a volatilidade cambial de agosto reforça a importância de não tomar decisões de curto prazo baseadas em um único dia de queda. O movimento de 2,16% no mês mostra que, mesmo com recuos pontuais, a tendência de longo prazo ainda exige cautela e diversificação nas reservas em moeda estrangeira.

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