# Dólar sobe a R$ 5,11 com impasse no Estreito de Ormuz

> O dólar à vista subiu 0,53% e fechou a R$ 5,1107, interrompendo três quedas consecutivas. O impasse no Estreito de Ormuz elevou a aversão a risco global, enquanto o mercado aguardava o IPCA e a ata do Copom. A moeda norte-americana refletiu tensões geopolíticas e expectativas domésticas de juros.

*Viva Capital · Economia · 10 de agosto de 2026 · Adriana Buarque*

Dólar à vista sobe 0,53% e fecha a R$ 5,1107, interrompendo três quedas seguidas. Impasse no Estreito de Ormuz e expectativa por IPCA e ata do Copom movem o câmbio.

## Dólar interrompe sequência de perdas e sobe a R$ 5,11 à espera de IPCA e ata do Copom

O dólar à vista começou a semana com ganhos, interrompendo a sequência de três quedas consecutivas. O impasse nas negociações sobre a abertura do Estreito de Ormuz e o noticiário político ganharam força no cenário doméstico.

Nesta segunda-feira (10), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1107, com alta de 0,53%. Para quem tem negócio que depende de importação ou insumos atrelados à moeda, essa variação mexe direto no fluxo de caixa.

## O que moveu o câmbio hoje

O dólar ante o real acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,28%, aos 99.814 pontos.

O câmbio ganhou força com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a abertura do Estreito de Ormuz e a expectativa por novos dados da inflação norte-americana.

O mercado também voltou a precificar, de forma majoritária, uma alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 51,7% de chance de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual na próxima decisão, ante 44,4% da última sexta-feira (7).

A probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 48,3%, contra 55,6% da última sexta-feira.

## O que esperar no Brasil

No Brasil, os investidores acompanharam o Relatório Focus, o primeiro após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) pelo corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa Selic ao patamar de 14%.

Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram pela sexta semana consecutiva a expectativa para a inflação, de 5,03% para 5,02% para dezembro deste ano. A projeção para Selic foi mantida em 13,75% e para o câmbio, em R$ 5,20.

Amanhã (11), o mercado deve concentrar as atenções na ata da última decisão do Copom. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também será divulgado nesta terça-feira.

## O que isso significa para o pequeno negócio

Na prática, quem compra insumos ou paga fornecedores em dólar sente o peso de cada alta. Quem vende para fora, pode aproveitar o câmbio mais alto para repor margem.

Eu aprendi, quebrando a cabeça com fluxo de caixa, que separar PJ de PF é o primeiro lucro. E acompanhar o câmbio semanalmente ajuda a planejar compras e reposições sem susto.

## Perguntas Frequentes

### O dólar vai continuar subindo?

Não há como prever com certeza. O mercado está atento ao IPCA e à ata do Copom desta terça-feira (11), que podem dar direção ao câmbio.

### Como o dólar afeta o preço dos produtos?

Produtos importados ou com insumos do exterior tendem a ficar mais caros quando o dólar sobe. Isso pode pressionar a inflação ao consumidor.

### O que é o Estreito de Ormuz?

É uma rota marítima estratégica para o transporte de petróleo. O impasse sobre sua abertura gera incerteza global e fortalece o dólar.

### Quando sai a ata do Copom?

A ata da última decisão do Copom será divulgada nesta terça-feira (11). O mercado vai analisar os detalhes do corte de 0,25 ponto percentual na Selic.

como o câmbio afeta o fluxo de caixa do MEI IPCA e inflação: o que muda no seu bolso

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