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Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo; veja cotação

ResumoO dólar comercial fechou a R$ 5,113, maior valor em duas semanas, influenciado pela forte queda do petróleo no mercado internacional. A moeda norte-americana registrou alta no dia, embora acumule desvalorização de 6,86% em 2026. O movimento cambial impacta diretamente preços de importados e combustíveis no Brasil.

O dólar fechou no maior valor em duas semanas, a R$ 5,113, pressionado pela forte queda do petróleo. A moeda acumula queda de 6,86% em 2026, mas o dia foi de alta. Entenda o que pesou no câmbio e como isso afeta o consumidor.

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Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo; veja cotação

O mercado financeiro terminou a segunda-feira (27) em direções opostas. O dólar voltou a subir e atingiu o maior nível em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. A bolsa avançou, sustentada por ações de bancos e de mineradoras.

O dólar à vista encerrou esta segunda vendido a R$ 5,113, com alta de 0,62%. A cotação está no maior nível desde o último dia 13. Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.

Por que o dólar subiu com a queda do petróleo?

A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos. A principal pressão veio do recuo do petróleo, que reduz a atratividade da moeda brasileira por afetar os termos de troca do país, um dos exportadores líquidos do produto.

No mercado internacional, o petróleo despencou mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã reduzirem os temores sobre interrupções na oferta global da commodity (bem primário com cotação internacional).

Petróleo Brent e WTI: queda expressiva

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção depois da disparada observada na semana passada. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.

A queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países.

O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.

Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, e persistem preocupações com a segurança das rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo, mantendo elevada a volatilidade do produto.

Ibovespa sobe com bancos e mineradoras

Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco. O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões.

O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.

A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas.

O que esperar do Federal Reserve?

O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana. Além disso, segue monitorando os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do cenário político doméstico.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.

Como a cotação do dólar afeta o consumidor?

Para quem tem dívidas em dólar ou planeja viajar, a alta de ontem significa custo maior. Já quem recebe em moeda estrangeira ou exporta pode se beneficiar. A volatilidade, no entanto, exige atenção: o cenário externo continua instável, com o petróleo ainda sob risco geopolítico.

Perguntas Frequentes

O dólar vai continuar subindo?

Não é possível afirmar com certeza. A cotação depende de fatores como a decisão do Fed, o preço do petróleo e o cenário político doméstico. A queda acumulada em 2026 (6,86%) indica que o real ainda se valorizou no ano, apesar do dia de alta.

Qual foi a cotação do dólar PTAX hoje?

Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 27/07/2026 foi R$ 5,1005.

Por que o petróleo caiu tanto?

O petróleo despencou mais de 6% após sinais de trégua entre EUA e Irã, reduzindo temores sobre interrupções na oferta global. O Brent caiu 6,33% (a US$ 85,87) e o WTI recuou 7,50% (a US$ 82,61).

O que é o Estreito de Ormuz?

É uma rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, que segue operando com restrições. A situação no local mantém elevada a volatilidade do produto.

Como o dólar alto impacta o pequeno negócio?

Se o negócio importa insumos, a alta do dólar eleva custos. Se exporta, a receita em reais pode aumentar. A dica é sempre separar as contas PJ e PF e manter uma reserva cambial para oscilações.

“O dólar fechou no maior valor em duas semanas, a R$ 5,113, pressionado pela forte queda do petróleo. A moeda acumula queda de 6,86% em 2026, mas o dia foi de alta. Entenda o que pesou no câmbio e como…”
Adriana Buarque · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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