Dólar cai a R$ 5,08 com dados de emprego fracos nos EUA
O dólar à vista engatou a terceira queda consecutiva, fechando a R$ 5,0836 nesta sexta-feira (7), com queda de 0,46%. O movimento reflete o ajuste dos investidores sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, após dados de emprego mais fracos que o esperado.
O que moveu o câmbio hoje
O dólar ante o real acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, caía 0,39%, aos 99.543 pontos.
Na semana, o dólar acumulou valorização de 0,26% sobre o real. O DXY, por sua vez, recuou 0,26% no período.
Payroll fraco adia alta de juros do Fed
O câmbio foi enfraquecido por mudanças nas perspectivas para os juros nos Estados Unidos. O mercado adiou a aposta de retomada do ciclo de altas no Fed Funds de setembro para outubro, após novos dados de emprego.
O relatório de empregos não-agrícolas, o payroll, desacelerou mais do que o esperado em julho. O documento apontou o fechamento de 23 mil postos de trabalho no mês passado, ante a expectativa de abertura de 80 mil vagas no período.
A taxa de desemprego também recuou de 4,2% em junho para 4,1% em julho, enquanto os economistas projetavam estabilidade.
Vale lembrar que o payroll é a principal referência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para o mercado de trabalho.
Petróleo em alta e o real
O real também foi impulsionado pela valorização do petróleo, já que o Brasil é um país exportador da commodity. O contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subiu 1,29%, a US$ 83,55 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Diferencial de juros como âncora
"O diferencial de juros também ajuda a sustentar o fluxo de dólares para o Brasil, atuando como uma âncora que limita uma desvalorização excessiva do real no acumulado da semana", avalia Rebecca Nossig, estrategista da Nomad.
O que esperar para os próximos dias
Com o adiamento da alta de juros nos EUA, o real tende a se manter sustentado no curto prazo. Mas a volatilidade segue alta, e o cenário externo continua sendo o principal motor do câmbio.
O mercado agora monitora os próximos indicadores americanos para calibrar as apostas sobre o Fed. Qualquer surpresa nos dados pode reverter o movimento.
Impacto para o consumidor
Para quem viaja ou compra em dólar, a queda da moeda pode aliviar o bolso. Mas é cedo para comemorar: a semana ainda fechou com alta de 0,26% sobre o real.
Quem tem dívidas em dólar ou investe no exterior deve acompanhar de perto a próxima decisão do Fed. O cenário segue incerto.
Perguntas Frequentes
Por que o dólar caiu hoje?
O dólar caiu após o payroll de julho mostrar fechamento de 23 mil postos nos EUA, fraco versus expectativa de 80 mil vagas. Isso adiou a aposta de alta de juros do Fed para outubro.
O que é o DXY?
O DXY é um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra. Nesta sexta, caía 0,39%.
O que é o payroll?
É o relatório de empregos não-agrícolas dos EUA, principal referência do Fed para o mercado de trabalho.
Como o petróleo afeta o real?
O Brasil é exportador de petróleo. Com o Brent subindo 1,29%, a US$ 83,55, o real tende a se valorizar.
Qual a cotação do dólar PTAX?
Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 07/08/2026 foi R$ 5,0908.
