# Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo e dados dos EUA

> O dólar comercial encerrou a R$ 5,061 nesta quinta-feira (30), menor valor em quase dois meses. O alívio externo e a entrada de capital estrangeiro impulsionaram a queda da moeda. A bolsa subiu cerca de 2% e o petróleo recuou.

*Viva Capital · Economia · 30 de julho de 2026 · Adriana Buarque*

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) a R$ 5,061, o menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda no exterior e entrada de capital estrangeiro. A bolsa subiu cerca de 2% e o petróleo recuou.

## Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). É o menor valor em quase dois meses. O movimento foi impulsionado pelo enfraquecimento da moeda no exterior após dados de inflação dos EUA (PCE) ficarem abaixo do esperado, e pela entrada de capital estrangeiro no Brasil.

## Cotação do dólar hoje: por que caiu?

O principal fator veio dos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%. Esse dado reforçou a percepção de que o Fed pode não precisar elevar os juros no curto prazo.

Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos EUA, o dólar tende a perder força no mercado internacional. Investidores buscam ativos considerados mais rentáveis, e moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.

### Entrada de capital estrangeiro no Brasil

Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico. Relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas. Esse movimento amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.

## Ibovespa sobe 1,88% com alívio externo

O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Fed na véspera. As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.

O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais:

- Dow Jones (empresas industriais dos EUA): +1,19%
- S&P 500 (500 maiores empresas americanas): +1,67%
- Nasdaq (empresas de tecnologia): +2,78%

### Expectativa de Selic mais baixa

No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.

## Petróleo recua com alívio geopolítico

Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior. O barril do tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.

Além do cenário geopolítico, investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção.

## O que esperar do dólar nos próximos dias?

A trajetória do câmbio depende de uma combinação de fatores. No front externo, os dados de inflação dos EUA (PCE) continuam sendo o principal termômetro para as expectativas sobre os juros do Fed. Se os indicadores seguirem abaixo do esperado, o dólar pode continuar perdendo força no mundo todo.

No Brasil, a entrada de capital estrangeiro e a perspectiva de queda da Selic são fatores que podem manter o real valorizado. Mas o cenário geopolítico no Oriente Médio e a reunião da Opep+ adicionam incertezas que podem reverter o movimento a qualquer momento.

## Perguntas Frequentes

### Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) vendido a R$ 5,061, com recuo de 0,93%.

### Por que o dólar caiu hoje?

O principal motivo foi o dado de inflação dos EUA (PCE) abaixo do esperado, que reforçou a percepção de que o Fed pode manter os juros estáveis. Além disso, houve entrada de capital estrangeiro no Brasil.

### O que é o índice PCE?

É o índice de preços de gastos com consumo, indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve. O núcleo do PCE avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa de 0,2%.

### Como o dólar baixo afeta a economia brasileira?

Um dólar mais baixo tende a conter a inflação de importados e pode beneficiar setores que dependem de insumos importados. Por outro lado, prejudica exportadores, que recebem menos reais por suas vendas no exterior.

### O que é o índice DXY?

O DXY mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes. Nesta quinta, o índice recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.

---

Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/dolar-cai-ao-menor-nivel-quase-dois-meses-alivio-externo/
