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Dino exige código único para fiscalizar emendas parlamentares

ResumoO ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou prazo até 30 de novembro de 2026 para governo e Congresso criarem um código único de rastreamento de emendas parlamentares, abrangendo da indicação ao empenho. A decisão decorre de auditoria do Denasus, que identificou R$ 8,42 milhões em irregularidades na execução desses recursos.

O ministro Flávio Dino, do STF, deu prazo até 30 de novembro de 2026 para governo e Congresso criarem um código único para emendas parlamentares, com rastreamento da indicação ao empenho. Auditoria do Denasus encontrou R$ 8,42 mi em irregularidades.

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Dino exige código único para fiscalizar emendas parlamentares
Foto: Viva Capital · Dino exige código único para fiscalizar emendas parlamentares · 09 set 2026

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional apresentem, até 30 de novembro de 2026, uma proposta conjunta para criar um identificador único para emendas parlamentares. A medida, que deverá incluir cronograma de implementação, busca permitir o rastreamento da verba desde a indicação feita pelo parlamentar até o efetivo empenho dos recursos.

Segundo a decisão, o mecanismo deverá ser integrado aos sistemas Siafi, responsável pela administração financeira do governo federal, e Transferegov.br. A intenção é assegurar uma ligação inequívoca entre a indicação parlamentar e a execução da despesa, ampliando a capacidade de acompanhamento e fiscalização dos recursos públicos.

No mesmo despacho, Dino deu ciência às partes sobre os resultados de uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) em repasses de emendas para a saúde. O levantamento analisou 100 contas de municípios e Estados. Em etapa complementar, com 25 auditorias, 17 delas, ou 68%, geraram propostas de devolução ou recomposição de valores.

A fiscalização apontou R$ 7,74 milhões em danos ao erário e R$ 677,8 mil em desvios de finalidade. Somados, os valores chegam a R$ 8,42 milhões aplicados de forma irregular. As emendas de bancada responderam pela maior parcela, com R$ 6,58 milhões, ou 78% do total, incluindo um caso isolado de R$ 4,5 milhões.

O relatório também apontou falhas na transparência: apenas 4% das auditorias verificaram divulgação pública e acessível sobre a aplicação das verbas. A decisão reforça o movimento do STF para ampliar o controle sobre o chamado orçamento secreto, tema que segue na pauta do Congresso transparência no orçamento público.

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Larissa Monteiro · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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