Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
O desemprego no segundo trimestre de 2026 ficou em 5,4%, o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%. No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre.
Por que o desemprego de 5,4% é um marco?
O índice de 5,4% é o menor já registrado para um segundo trimestre na série iniciada em 2012. Para contextualizar, o menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Essa trajetória de queda reflete um mercado de trabalho que, embora ainda enfrente desafios estruturais, mostra recuperação consistente. Quando planejamos o futuro financeiro da família, olhamos para esses números como indicadores de estabilidade, e eles reforçam a importância de pensar no longo prazo.
Quais setores mais contrataram?
Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:
- Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)
Esses números mostram que a geração de emprego não está concentrada em apenas um setor, mas sim em áreas que atendem a demandas essenciais da população, logística e serviços públicos, por exemplo.
Quantos brasileiros estão com carteira assinada?
A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira. A taxa de informalidade, proporção de trabalhadores informais na população ocupada, foi de 37,4% no segundo trimestre.
O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário. Esse dado, para quem planeja a aposentadoria, é central: a informalidade reduz a capacidade de contribuição para a previdência e, por consequência, o valor futuro do benefício.
Renda média do trabalhador: recorde, mas com ressalva
O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026 (R$ 3.765).
Essa leve oscilação mensal não altera a tendência de alta, mas serve de alerta para quem está montando uma estratégia de longo prazo: o planejamento financeiro não pode depender apenas do rendimento atual, mas sim da capacidade de manter e aumentar a renda ao longo da carreira.
Como o IBGE calcula o desemprego?
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.
De acordo com o Caged, junho apresentou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de 921,7 mil de postos com carteira assinada criados. planejamento financeiro para quem tem carteira assinada
O que os números de emprego significam para o seu planejamento?
Quando olhamos para o mercado de trabalho com os olhos de quem planeja o futuro, cada dado conta uma história. A queda do desemprego e o aumento da renda média são boas notícias, mas a informalidade ainda alta e a oscilação do rendimento mostram que não podemos descansar.
Para quem está empregado com carteira assinada, este é um bom momento para revisar a reserva de emergência e começar a pensar em previdência complementar. Para quem está na informalidade, o momento é de buscar a formalização, mesmo que gradual, para garantir acesso a benefícios e proteção social. como sair da informalidade e planejar a aposentadoria
Perguntas Frequentes
O desemprego de 5,4% é o menor da história?
Sim, é o menor já registrado para um segundo trimestre desde 2012, início da série histórica da Pnad Contínua. O menor nível geral foi 5,1%, no último trimestre de 2025.
Quantas pessoas estão ocupadas no Brasil?
No segundo trimestre, o Brasil atingiu 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre.
Qual é a renda média do trabalhador brasileiro?
O rendimento médio ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre, mas abaixo dos R$ 3.765 do primeiro trimestre de 2026.
Quantos trabalhadores têm carteira assinada?
O país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira no segundo trimestre.
O que o IBGE considera como desemprego?
Só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga de trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. entenda os indicadores do mercado de trabalho