A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 11, mostra empate técnico na corrida pelo governo de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 47% das intenções de voto no primeiro turno, e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), com 42%. A margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos, o que mantém os dois dentro do mesmo intervalo estatístico.
Raquel repetiu o porcentual de agosto, quando também marcou 47%. João Campos oscilou de 40% no mês passado para 42% agora, movimento dentro da própria margem. O levantamento ouviu 1.204 eleitores em Pernambuco entre 8 e 10 de setembro, com índice de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-04411/2026. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.
Entre os demais candidatos, o porcentual é baixo. Professor Jeremias do Banco (Democrata) aparece com 0%, segundo o Datafolha. Esse detalhe importa para o cálculo de votos válidos, que desconsidera ausentes, brancos e nulos. Nesse recorte, Raquel Lyra soma 51% e João Campos, 46%. Para vencer já no primeiro turno, um candidato precisa de 50% mais um dos votos válidos, e é por isso que a governadora aparece com chance de decidir a eleição em turno único.
O Datafolha também simulou um eventual segundo turno. Raquel Lyra teria 51% dos votos, contra 44% de João Campos. Outros 4% dizem que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 1% se declara indeciso. Os números reforçam que a diferença entre os dois segue apertada, mesmo quando o cenário é testado isoladamente.
Do ponto de vista de quem acompanha eleição como quem acompanha mercado, a leitura é simples: margem de erro de três pontos com 47% contra 42% significa corrida aberta. Pesquisa eleitoral não é resultado, é retrato de um momento. O eleitor de Pernambuco decide em outubro, e até lá qualquer movimento pode alterar o quadro. Vale olhar os votos válidos, mas sem tratar o número como sentença.
Para quem quer acompanhar de perto, o caminho é checar sempre o registro no TSE e a data de campo de cada levantamento. Pesquisa divulgada sem número de registro ou sem contratante identificado merece desconfiança. É a mesma lógica que aplico a qualquer dado: verificar a fonte antes de tirar conclusão.