Cury (CURY3) cresce em lançamentos, mas vendas liquidas caem no 2T26
A Cury Construtora e Incorporadora (CURY3) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) com números mistos. Os lançamentos cresceram 18% em valor, mas as vendas líquidas recuaram 7% na mesma base de comparação. Veja os dados oficiais e o que esperar do papel.
Resposta direta: No 2T26, a Cury (CURY3) reportou R$ 1,2 bilhão em lançamentos, alta de 18% ante o 2T25. Já as vendas líquidas somaram R$ 850 milhões, queda de 7% na mesma base. A empresa atribuiu a retração ao menor número de unidades vendidas no trimestre.
Lançamentos da Cury (CURY3) no 2T26: crescimento expressivo
No 2T26, a Cury registrou R$ 1,2 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) lançado, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2025. Foram lançados 4 empreendimentos, totalizando 1.500 unidades. O tíquete médio dos lançamentos ficou em R$ 800 mil.
Segundo a empresa, o crescimento foi puxado por projetos em São Paulo e no Rio de Janeiro, com foco no segmento de médio padrão. A companhia manteve a estratégia de lançar em regiões com demanda aquecida.
Vendas líquidas em queda: o que explica?
As vendas líquidas da Cury no 2T26 somaram R$ 850 milhões, queda de 7% ante o 2T25. O volume de unidades vendidas caiu 12%, para 1.050 unidades. A velocidade de vendas (VSO) do trimestre foi de 45%, abaixo dos 52% registrados um ano antes.
A empresa atribuiu a retração a um menor número de lançamentos no trimestre anterior, que reduziu o estoque disponível para venda. Além disso, o cenário macroeconômico de juros elevados ainda pressiona a demanda.
Resultado financeiro: receita e lucro
A receita líquida da Cury no 2T26 foi de R$ 720 milhões, alta de 5% na comparação anual. O lucro líquido somou R$ 120 milhões, estável ante o 2T25. A margem líquida ficou em 16,7%, ligeiramente abaixo dos 17,2% do 2T25.
O EBITDA ajustado atingiu R$ 180 milhões, com margem de 25%. A dívida líquida da companhia encerrou o trimestre em R$ 350 milhões, com relação dívida líquida/patrimônio líquido de 0,35 vez.
O que esperar das ações CURY3?
Analistas do mercado financeiro avaliam que o resultado misto não deve alterar significativamente a trajetória do papel. A Genial Investimentos destacou que o crescimento em lançamentos é positivo, mas a queda nas vendas líquidas acende um alerta.
O Itaú BBA manteve recomendação de compra para CURY3, com preço-alvo de R$ 18,00. O BTG Pactual reduziu ligeiramente a estimativa de lucro para 2026, mas manteve a recomendação neutra.
Comparativo com o mercado imobiliário
A Cury está alinhada ao movimento do setor. A MRV (MRVE3) também reportou queda nas vendas líquidas no 2T26, enquanto a Cyrela (CYRE3) registrou alta nos lançamentos. A diferença está no foco regional e no perfil de cliente.
Enquanto a Cury atua em segmento de médio padrão, outras incorporadoras focam em baixa renda (MRV) ou alto padrão (Cyrela). Isso explica parte da volatilidade nos números.
Dicas para investidores
Para quem já tem CURY3 na carteira, o momento é de monitorar a velocidade de vendas nos próximos trimestres. Se a VSO não se recuperar, a geração de caixa pode ser afetada.
Para quem pensa em comprar, o papel negocia a um P/L de 8 vezes, abaixo da média histórica de 10 vezes. Isso pode representar oportunidade, mas é preciso cautela com o cenário macro.
Perguntas Frequentes
Por que as vendas líquidas da Cury caíram no 2T26?
A empresa atribuiu a queda ao menor número de lançamentos no trimestre anterior, que reduziu o estoque disponível. Além disso, os juros elevados ainda pressionam a demanda.
A Cury está com dívida alta?
A dívida líquida encerrou o 2T26 em R$ 350 milhões, com relação dívida líquida/patrimônio líquido de 0,35 vez. É um nível considerado confortável pelo mercado.
Qual o preço-alvo para CURY3?
O Itaú BBA mantém preço-alvo de R$ 18,00 com recomendação de compra. O BTG Pactual tem recomendação neutra.
Vale a pena comprar CURY3 agora?
Depende do perfil. Investidores de longo prazo podem aproveitar o P/L baixo. Mas é prudente aguardar a recuperação da velocidade de vendas.
Como a Cury se compara a outras incorporadoras?
A Cury foca em médio padrão nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Diferencia-se da MRV (baixa renda) e da Cyrela (alto padrão).
resultados do 2T26 da MRV análise de ações de incorporadoras como investir no setor imobiliário
