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Mercado vê 90% de chance de corte na Selic em setembro

ResumoO Banco Central do Brasil enfrenta 90% de probabilidade de reduzir a Selic em 25 pontos-base na reunião de setembro, conforme precificação da curva a termo após o IPCA-15 registrar deflação de 0,40% em agosto. A decisão impacta diretamente o custo do crédito e o rendimento de investimentos fixos.

Após IPCA-15 com deflação de 0,40% em agosto, a curva a termo passou a precificar 90% de chance de corte de 25 pontos-base na Selic em setembro. Veja o que isso significa para o seu bolso e para o crédito.

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Mercado vê 90% de chance de corte na Selic em setembro
Foto: Viva Capital · Mercado vê 90% de chance de corte na Selic em setembro · 26 ago 2026

A inflação mais benigna abriu espaço para o mercado reforçar as apostas de um novo corte na Selic. Após o IPCA-15 registrar deflação de 0,40% em agosto, a curva a termo passou a precificar cerca de 90% de chance de redução de 25 pontos-base na próxima reunião do Copom, em setembro. A curva também indica 30% de probabilidade de outro corte em novembro.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, veio abaixo do esperado, com queda de 0,40% no mês, após alta de 0,06% em julho. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou para 4,24%, ainda acima do teto da meta do Banco Central, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. Para o economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, o resultado surpreendeu positivamente: "Tivemos alguma queda [nas taxas de DIs] após a divulgação do resultado, uma vez que o IPCA-15 surpreendeu com a deflação maior que a projetada".

Esse movimento já apareceu na curva de juros. Minutos após o dado, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu para 13,650%, ante 13,680% do fechamento anterior. Já a DI para janeiro de 2036 recuou para 14,360%, antes de operar a 14,460% no início da tarde. Ou seja, o mercado passou a enxergar juros menores no curto prazo, o que tende a beneficiar quem planeja financiar um imóvel ou renegociar dívidas, mas exige atenção de quem vive de renda fixa.

O alívio, porém, é limitado pelo cenário externo. Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, com o PCE, inflação preferida do Federal Reserve, acumulando alta de 3,7% no ano, acima da meta de 2%. O núcleo avançou 0,2% no mês e 3,3% no comparativo anual. Para o economista-chefe internacional do ING, James Knightley, a inflação americana "continua avançando lentamente em direção à meta", o que sustenta a expectativa de juros estáveis nos EUA até meados de 2027. Hoje, a taxa norte-americana está entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Para as famílias brasileiras, a leitura é de horizonte mais favorável: se o corte se confirmar, o custo do crédito tende a cair gradualmente, aliviando o orçamento de quem tem dívidas atreladas à Selic. Por outro lado, quem depende da renda fixa deve se preparar para retornos menores nos próximos meses. O Copom volta a se reunir em setembro, e a decisão dependerá dos próximos dados de inflação e do comportamento dos juros externos. O primeiro passo, para quem planeja o futuro, é revisar o orçamento familiar e avaliar se vale antecipar uma renegociação de dívida ou aguardar o novo patamar de juros. como a Selic afeta seus investimentos planejamento financeiro para aposentadoria

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Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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