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Cota chinesa: exportação de carne bovina recua 27,1% em agosto

ResumoA exportação brasileira de carne bovina registrou queda de 27,1% em agosto, comparada ao mesmo mês de 2025, com recuo de 19,7% no valor embarcado. A redução foi puxada pela cota chinesa, principal destino do produto. Apesar do resultado mensal negativo, o acumulado do ano permanece positivo.

Exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em agosto ante 2025, puxadas pela cota chinesa. Em valor, queda de 19,7%. Acumulado do ano segue positivo.

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Cota chinesa: exportação de carne bovina recua 27,1% em agosto
Foto: Viva Capital · Cota chinesa: exportação de carne bovina recua 27,1% em agosto · 04 set 2026

As exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em volume em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da balança comercial divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em valor, a queda foi de 19,7%, com US$ 1,2 bilhão exportado no mês, ante US$ 1,5 bilhão um ano antes.

A retração está relacionada principalmente ao atingimento da cota de compras externas estabelecida pela China. O país asiático limita a 1,106 milhão de toneladas o volume de carne que pode entrar sem a aplicação de uma taxa adicional de 55%. O Ministério do Comércio da China comunicou ao Brasil, em 10 de agosto, que a utilização da cota havia chegado a 90%.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, a redução dos embarques era esperada diante da aproximação do limite estabelecido pela China. De acordo com o diretor, os exportadores tendem a reduzir os volumes embarcados quando há risco maior de incidência da tarifa adicional. O movimento ajuda a explicar a perda de força das vendas brasileiras de carne bovina ao mercado chinês em agosto.

Apesar da queda mensal, o desempenho no acumulado de 2026 permanece positivo. De janeiro a agosto, as exportações totais de carne resfriada e congelada do Brasil cresceram 4,7% em volume e 22,3% em valor, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A China também influenciou o desempenho geral das exportações brasileiras para a Ásia. Em agosto, os embarques para o continente recuaram 19,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, a queda foi de 10,9%. No acumulado de janeiro a agosto, porém, o cenário é diferente: as exportações brasileiras para a Ásia avançaram 15% em valor e 3,3% em volume.

Para quem acompanha o mercado, a leitura é de cautela: o recuo pontual reflete uma regra de comércio, não uma perda estrutural de competitividade. O acumulado do ano segue firme, o que sugere que a demanda chinesa permanece aquecida, mas sujeita a limites periódicos. Ficar atento aos comunicados do Ministério do Comércio da China pode ajudar a antecipar movimentos semelhantes nos próximos meses.

“Exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em agosto ante 2025, puxadas pela cota chinesa. Em valor, queda de 19,7%. Acumulado do ano segue positivo.”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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