A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, montante 5,9% superior ao mesmo período de 2025, segundo relatório da administração divulgado nesta quarta-feira. O resultado veio acompanhado da expansão da carteira de crédito, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 1,45 trilhão, alta de 11,9% na base anual, além da captação e das receitas de prestação de serviços.
A carteira imobiliária atingiu R$ 1,01 trilhão, avanço de 15,0% no ano. As carteiras comercial, de infraestrutura e de agronegócio totalizaram R$ 270,4 bilhões, R$ 110,5 bilhões e R$ 62,3 bilhões, respectivamente. O índice de inadimplência acima de 90 dias aumentou 0,98 ponto percentual em relação a um ano antes, para 3,64%. A provisão para créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 7 bilhões, avanço de 97,6% na base anual.
O Índice de Basileia ficou em 15,5%, contra 16% no segundo trimestre de 2025. Os números mostram um banco estatal crescendo em crédito, mas com custo maior de provisionamento e leve enfraquecimento do colchão de capital.
Para famílias que financiam imóvel pela Caixa, o avanço da carteira imobiliária indica oferta contínua de crédito, mas a alta da inadimplência merece atenção no planejamento de longo prazo. Quando o banco endurece critérios de concessão, o acesso ao crédito pode ficar mais seletivo nos próximos trimestres.