# Caixa em greve nacional; BB tem paralisação parcial

> Bancários da Caixa Econômica Federal iniciaram greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), enquanto o Banco do Brasil registra paralisação parcial nas bases que rejeitaram a proposta da categoria. O movimento afeta o atendimento nas agências e pressiona por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

*Viva Capital · Economia · 10 de setembro de 2026 · Adriana Buarque*

Bancários da Caixa Econômica Federal iniciaram greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). No Banco do Brasil, a paralisação é parcial, nas bases que rejeitaram a proposta da categoria. Entenda o que muda no atendimento.

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, nas bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria.

A Caixa entrou em greve nacional por tempo indeterminado após os empregados rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, a paralisação é parcial e atinge apenas as bases sindicais que recusaram a proposta da categoria. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais da Caixa rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.

As mobilizações vêm após meses de negociações. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para a categoria bancária em todo o país. O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também incide sobre benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.

Na Caixa, porém, os bancários cobram pontos negociados nos ACTs específicos com o banco. Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Os trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico negociados desde junho. A Caixa retomou as negociações e marcou nova rodada para esta quinta-feira (10). A orientação das entidades sindicais é manter a paralisação até que eventuais avanços sejam submetidos novamente às assembleias.

Em nota, a Caixa afirmou que "mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas".

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, houve 13 rodadas de negociação em mais de dois meses, que resultaram na assinatura da nova CCT. Os bancários da Caixa, no entanto, cobram pontos específicos do ACT com a instituição financeira. Entre os temas negociados estão a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que rege segurança e saúde no ambiente profissional; o combate a metas de trabalho abusivas; e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis.

No Banco do Brasil, a mobilização não é nacional. Entre as localidades que não aprovaram a CCT estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras bases aprovaram a convenção, que já foi assinada. O BB informou que participa da mesa geral de negociação da Fenaban e mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para discutir questões próprias dos funcionários.

Em nota, o banco afirmou que "para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país".

A nova CCT tem vigência até 31 de agosto de 2028 e abrange cerca de 414 mil bancários de aproximadamente 3,6 mil municípios. Ao todo, 171 bancos integram a convenção, assinada por 245 entidades sindicais. Além da reposição integral do INPC e do aumento real de 0,6%, o acordo estabelece reajustes para salários, PLR, vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche ou babá. A convenção também inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão fora do horário de trabalho, além de regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos empregados. Outro ponto é a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional, e melhorias na indenização destinada a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências.

Durante a paralisação, Caixa e Banco do Brasil orientam os clientes a priorizar os canais digitais e os serviços de autoatendimento. A Caixa informou que continuam disponíveis o aplicativo Caixa, o internet banking, o WhatsApp Caixa, o Caixa Tem e outros aplicativos. Os clientes também podem usar caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui. O atendimento telefônico da Caixa está disponível pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

No Banco do Brasil, permanecem disponíveis o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp. Os telefones informados pelo banco são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades.

A paralisação das agências não suspende, por si só, o pagamento de benefícios. Serviços que possam ser realizados pelos canais digitais e eletrônicos continuam disponíveis, enquanto atendimentos que dependam de uma agência podem ser afetados pela adesão dos funcionários à greve.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/caixa-entra-greve-nacional-bb-tem-paralisacao-parcial/
