O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) voltou a defender, em sabatina da Veja nesta sexta-feira, 4, o envio ao Congresso Nacional de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Emergência Fiscal. A proposta, segundo o presidenciável, deve definir um teto para gastos do governo, tendo como parâmetro a metade do crescimento do PIB.
Em situações emergenciais, Caiado defendeu a adoção de medidas "austeras". Entre elas, citou o corte de 100% das emendas impositivas e de 25% do repasse a todos os Poderes e órgãos independentes. Também propôs a implantação de um sistema baseado em inteligência artificial para apontar para onde o dinheiro dos benefícios está sendo desviado, além de um trabalho extenso de "varredura" em áreas com benefícios fiscais para identificar uso indevido.
"Ao fazer isso, o que vai acontecer? Cai pela metade a taxa de juros", concluiu.
Quando questionado sobre política internacional, Caiado afirmou que vai "resgatar o Itamaraty brasileiro", classificando o órgão como "apêndice ideológico do governo". O candidato disse que o País tem matéria-prima, mas ainda não saiu da fase de "colônia", pois compra tecnologia a preços altos. Para ele, o Brasil não é relevante na economia em relação à tecnologia porque faltou presidente da República. "Como é que você vai querer um presidente que fica alimentando esse 8 de janeiro?", afirmou, referindo-se à família Bolsonaro, sem citar nominalmente.
Planejar a gestão fiscal é decisão de longo prazo. Medidas como corte de emendas e revisão de benefícios afetam o orçamento familiar e a confiança do mercado, influenciando os juros que pagamos em financiamentos e investimentos. Acompanhar propostas de candidatos ajuda a antecipar cenários para o seu planejamento financeiro. planejamento financeiro para eleições