O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que seus adversários Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não possuem condições de dar rumo ao País diante da crise estabelecida no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante sabatina da Novabrasil.
Segundo Caiado, nenhum dos dois, que hoje aparecem em primeiro lugar nas pesquisas, tem condições de governabilidade. Ele disse que Lula é ligado a um grupo dentro da Corte e Flávio a outro. "Eles não têm condição de poder dar rumo ao País, eles não têm como chamar o Congresso, chamar o Supremo, chamar a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal de Contas e dizer: olha, o rumo é esse", afirmou.
O candidato também criticou o histórico dos adversários. Sobre Lula, disse que é "um envolvido em escândalos que tem 30 anos, desde que eu denunciei a Lubeca em 1989. Então ele é useiro e vezeiro na corrupção". Sobre Flávio, afirmou que "é agora investigado pelo Supremo".
Caiado voltou a chamar o senador de "kinder ovo" e completou: "todo dia uma surpresinha. Um cidadão desse, envolvido em rachadinha, como é que vai se apresentar como presidente da República?".
A fala ocorre em meio à crise institucional entre o STF e o Congresso, tema que tem dominado o debate eleitoral. Para o eleitor, o cenário importa: decisões da Corte e do Legislativo afetam diretamente regras de benefícios, tributos e o ambiente de investimentos que sustentam o planejamento de longo prazo das famílias.
Ainda assim, a definição do rumo do País passa pelo voto, não por declaração de candidato. Quem planeja a vida financeira em décadas sabe que trocas de governo mexem em juros, inflação e regras previdenciárias, mas raramente viram o jogo de um ano para o outro. O primeiro passo segue sendo o mesmo: entender o próprio horizonte, montar reserva e revisar a estratégia a cada ciclo político, sem apostar todas as fichas em um único cenário.