# Café arábica atinge mínima em 5 semanas; açúcar recua 3,4%

> Café arábica na ICE atingiu mínima de cinco semanas, pressionado por clima favorável nas regiões produtoras e aumento das exportações brasileiras. Açúcar recuou 3,4% na mesma bolsa, após registrar máxima recente. Os contratos refletem ajuste de oferta e demanda no mercado internacional de commodities agrícolas.

*Viva Capital · Economia · 03 de setembro de 2026 · Adriana Buarque*

Café arábica renovou mínimas de 5 semanas na ICE com clima favorável e exportações brasileiras em alta. Açúcar recuou 3,4% após máxima. Veja os números.

Os contratos futuros do café arábica na bolsa ICE atingiram novas mínimas de cinco semanas nesta quinta-feira. O movimento reflete condições climáticas favoráveis e perspectivas otimistas de oferta, enquanto o açúcar bruto recuou após registrar máximas de 16 meses na sessão anterior.

O café arábica fechou em queda de 2,75 centavos, ou 0,9%, a US$ 2,9535 por libra-peso, depois de tocar US$ 2,8975, nova mínima do período. A recuperação das exportações do Brasil, principal produtor, ajuda a aliviar a escassez de oferta no curto prazo. O retorno das chuvas também é sinal positivo para a floração, que define a safra do próximo ano, segundo corretores.

"Os armazéns (no Brasil) estão se enchendo e as exportações estão ganhando ritmo, afastando as preocupações com os baixos estoques certificados (na bolsa ICE) para cobrir as necessidades de entrega imediata", disse a analista de commodities agrícolas Judy Ganes. A safra brasileira de 2026/27 deve atingir recorde de 77,2 milhões de sacas, conforme a StoneX, que elevou a projeção em 2,6% ante março. O robusta caiu 0,9%, para US$ 3.374 a tonelada, após mínima de dois meses e meio.

O açúcar bruto fechou em queda de 0,63 centavo, ou 3,4%, a 18,07 centavos por libra, depois de alcançar na quarta-feira o maior nível desde abril de 2025, a 18,77. "Não há motivo fundamental para a queda. A retração parece ser mais um movimento de consolidação", avaliou o analista Michael McDougall. Os preços seguem apoiados por expectativa de déficit, com a Organização Internacional do Açúcar prevendo 300 mil toneladas a menos na safra 2026/27. A produção no centro-sul do Brasil caiu 7,9% em relação ao ano anterior no início de agosto, segundo o governo. O açúcar branco recuou 2,3%, a US$ 526,60 a tonelada.

O cacau em Londres fechou em baixa de 1,4%, a £ 4.514 por tonelada, após máxima de um ano. Em Nova York, caiu 1,6%, a US$ 6.174. A produção em Gana, segundo maior produtor, deve cair entre 18% e 38% na safra 2026/27, por envelhecimento das árvores, doenças e falhas na polinização. O El Niño preocupa, mas estoques globais amplos devem amortecer impactos, disse um executivo da Mondelez International. O mercado ainda espera excedente pequeno em 2026/27.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/cafe-arabica-atinge-nova-minima-5-semanas-acucar-recua-apos-maxima-16-meses/
