A Brava Energia (BRAV3) reportou produção total de 81.642 barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em agosto, queda de 1,2% ante os 82.593 boe/d de julho. Os dados são preliminares e não auditados, divulgados pela companhia nesta quinta-feira (3).
A redução veio do offshore, que passou de 52.991 boe/d em julho para 51.917 boe/d em agosto. No onshore, houve avanço: de 29.602 para 29.725 boe/d no mesmo período.
Entre os ativos, Papa-Terra recuou de 10.180 para 7.927 barris de óleo por dia. Segundo a Brava, o resultado refletiu os efeitos de uma parada programada concluída em 7 de agosto. A companhia afirmou que o ativo já opera em níveis normalizados.
A produção de óleo também caiu, de 63.480 para 62.481 barris por dia. Já o gás subiu de 19.114 para 19.161 boe/d.
No Potiguar, a retomada da produção segue avançando, apoiada pelo aumento progressivo dos volumes de reinjeção de vapor. Para quem acompanha o setor, o movimento reforça a leitura de que a Brava segue num processo gradual de recuperação de ativos, com marcos pontuais de manutenção ainda pesando no curto prazo.
A queda de 1,2% em agosto não muda o horizonte de quem olha a ação pelo fluxo de caixa de longo prazo. Paradas programadas fazem parte da operação, e o retorno de Papa-Terra a níveis normalizados já sinaliza um terceiro trimestre com menos ruído operacional. O próximo passo é acompanhar se a retomada no Potiguar ganha tração nos próximos meses.
No mercado, o Ibovespa engatou a 11ª alta, o dólar caiu e a Azzas 2154 anunciou separação, movimento que contrasta com o ajuste pontual da Brava no mês.
análise de resultados da Brava Energia