O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi dada durante evento em Brasília, reforçando a estratégia do governo de buscar um acordo comercial equilibrado, sem recorrer a retaliações imediatas.
O Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos EUA, segundo Durigan. A fala ocorre em meio a tensões comerciais entre os dois países, com os EUA impondo tarifas sobre produtos brasileiros. Durigan defendeu que o diálogo é o melhor caminho para proteger a competitividade nacional, sem escalar o conflito comercial.
A declaração de Durigan
Segundo o Ministério da Fazenda, Dario Durigan afirmou que "o Brasil não deixará de negociar" as tarifas impostas pelos EUA, durante evento em Brasília. A declaração foi feita em resposta a perguntas sobre a postura brasileira diante das novas barreiras comerciais americanas.
Durigan destacou que o governo brasileiro buscará um acordo que proteja a competitividade nacional, sem recorrer a retaliações imediatas. Ele mencionou que a prioridade é o diálogo diplomático, com reuniões bilaterais previstas para as próximas semanas.
Impactos para o comércio bilateral
As tarifas impostas pelos EUA afetam setores como siderurgia, alumínio e produtos agrícolas. O Brasil é um dos maiores fornecedores de aço para o mercado americano, com exportações que somaram US$ 3,2 bilhões em 2025 (dados do Ministério da Economia).
Para o agricultor brasileiro, a situação é delicada. Quem exporta suco de laranja ou carne bovina para os EUA há anos sabe que tarifas elevadas podem inviabilizar contratos. Durigan reconheceu o risco, mas afirmou que o governo está preparado para mitigar impactos com linhas de crédito e apoio à diversificação de mercados.
Estratégia brasileira: diálogo, não retaliação
Diferente de gestões anteriores, o atual governo optou por não responder com tarifas recíprocas. A estratégia é negociar caso a caso, priorizando acordos setoriais. Durigan citou que o Brasil já solicitou consultas formais à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O secretário-executivo afirmou que retaliações imediatas poderiam prejudicar outros setores da economia, como o de máquinas e equipamentos, que depende de insumos americanos. A ideia é manter o fluxo comercial enquanto se busca uma solução negociada.
Reações do setor produtivo
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apoiou a postura do governo, mas pediu agilidade nas negociações. Em nota, a CNI disse que "o tempo é um fator crítico" para evitar perdas de mercado. Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) sugeriu que o Brasil acione o mecanismo de solução de controvérsias da OMC.
impactos das tarifas dos EUA no agronegócio brasileiro
Perguntas Frequentes
O que Durigan disse sobre as tarifas dos EUA?
Durigan afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos EUA, priorizando o diálogo diplomático.
Qual a estratégia do Brasil diante das tarifas?
O governo optou por negociações bilaterais e consultas à OMC, sem retaliações imediatas.
Quais setores são mais afetados?
Siderurgia, alumínio, produtos agrícolas e suco de laranja estão entre os mais impactados.
O Brasil vai retaliar os EUA?
Não há previsão de retaliação imediata. O governo busca acordo negociado.
Quando começarão as negociações?
Reuniões bilaterais estão previstas para as próximas semanas, segundo Durigan.