As bolsas asiáticas fecharam sem coesão nesta quarta-feira (9), diante de apreensões com o aumento nos preços do petróleo. O mercado sul-coreano se destacou com alta firme, impulsionado por visões mais otimistas para o crescimento do país a partir do efeito cascata dos investimentos em inteligência artificial para a economia ampla.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 1,4%, a 7.051,64 pontos. Economistas do BofA afirmam, em relatório, que um ciclo de alta no setor de chips, com força prolongada e impulsionado por investimentos globais contínuos em IA, deve impulsionar ainda mais o crescimento do PIB do país. O banco elevou as projeções de crescimento para 2026 e 2027 a 3,6% e 2,5%, ante 3,1% e 2,2% anteriores. Os analistas citam sinais de transbordamento da demanda por chips de IA, com aumento de investimentos em manufatura e construção, gastos fiscais apoiados pela arrecadação e consumo mais robusto.
No Japão, o Nikkei perdeu 0,2%, a 65.142,78 pontos. A Japan Tissue Engineering cedeu 10% e a Land Co caiu 9,1%. Na direção oposta, a Albis saltou 20%, após aprovação pelo conselho de uma oferta pública de aquisição pela Life Corporation, que poderá resultar na exclusão das ações da Bolsa.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,28%, a 3.951,51 pontos, e o Shenzhen composto ficou estável, em 2.526,15 pontos. Em Taiwan, o Taiex ganhou 0,2%, a 47.183,36 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,2%, a 25.274,96 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana caiu 0,11%, com o S&P/ASX 200 recuando a 8.911,40 pontos.
Na terça-feira, o vice-presidente do Banco Central da Austrália, Andrew Hauser, quebrou a postura habitual de autoridades monetárias e afirmou que as pessoas estão "furiosas" com a inflação elevada por tanto tempo. impacto da inflação nos mercados asiáticos