O Boletim Focus desta segunda-feira (31) trouxe um ajuste fino nas expectativas do mercado financeiro para 2026. A projeção de inflação caiu de 5,02% para 5,01%, enquanto a estimativa de crescimento do PIB foi reduzida de 1,95% para 1,92%. As previsões para o dólar e a Selic em 2026, porém, seguem inalteradas, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) em Brasília.
A publicação semanal reúne a estimativa média de bancos, corretoras e consultorias para a economia brasileira. Para 2026, o IPCA, índice oficial de inflação, passou a ser projetado em 5,01%, uma leve queda ante os 5,02% da semana anterior. O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,44%, de acordo com dados oficiais de julho do IBGE, o que trouxe o indicador de volta à meta do governo.
No caso do PIB, a expectativa para este ano caiu de 1,95% para 1,92%. Para os próximos anos, o mercado manteve as estimativas: 1,50% em 2027, 1,98% em 2028 e 2% em 2029. Já o câmbio segue projetado em R$ 5,20 para o fim de 2026, repetindo a previsão das últimas quatro semanas. Para 2027, a cotação esperada é de R$ 5,30, mantida para 2028, e de R$ 5,36 em 2029.
A taxa Selic, por sua vez, permanece projetada em 13,75% para o fim de 2026. O mercado prevê 12% em 2027, 10,5% em 2028 e 10% em 2029. Atualmente, a Selic está em 14% ao ano, após a última reunião do Copom, em 5 de agosto. A ata da reunião citou um ambiente de desaceleração da inflação, mas ainda marcado por incertezas, o que exige prudência.
A leitura fria dos números indica que o mercado enxerga uma economia desacelerando de forma gradual, sem mudanças bruscas no câmbio ou nos juros. A queda na projeção do PIB, ainda que tímida, reforça um cenário de crescimento moderado. Para quem acompanha o noticiário econômico, o movimento é de ajuste fino, não de revisão drástica. O Boletim Focus segue como um termômetro semanal das expectativas do mercado financeiro, e a tendência é de que as próximas edições mostrem se essa estabilidade se sustenta. projeção da Selic para 2026 impacto do câmbio na inflação