BNDES tem lucro recorde de R$ 9,2 bi no primeiro semestre
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 25% contra o mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição. Os números saíram em entrevista coletiva na sede do banco, em São Paulo, na manhã de hoje (12).
O que isso significa para quem busca crédito? As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no semestre, aumento de 52% na comparação anual. O apoio a micro, pequenas e médias empresas atingiu R$ 108,2 bilhões, maior valor da história para o período. Ou seja: há mais dinheiro em aprovação, mas o custo desse crédito e as condições de acesso não foram detalhados no balanço.
Lucro recorde do BNDES: o que explica o resultado
O presidente do banco, Aloizio Mercadante, classificou o balanço como extraordinário. "É muito raro você conseguir combinar essas condições que estamos aqui apresentando hoje, com consistente e acelerado crescimento no volume de créditos e uma rentabilidade que é a segunda maior do mercado", disse. A fala reforça a tese de que o lucro veio da expansão da carteira, não de operações pontuais.
Os ativos totais somaram R$ 1,05 trilhão, maior valor da história. A carteira de crédito alcançou R$ 684 bilhões, maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido ficou em R$ 181 bilhões, também recorde. Para o pequeno empreendedor, o dado relevante é a carteira: mais crédito disponível, em tese, significa mais oferta de financiamento.
Aprovações de crédito: onde o dinheiro está indo
Os maiores crescimentos vieram do crédito à infraestrutura (+91%) e à agropecuária (+46%), com R$ 46 bi e R$ 24,8 bi, respectivamente. Comércio e serviços somaram R$ 17,3 bi, alta de 27%. A indústria recebeu R$ 22,5 bi, aumento de 24%. como o BNDES financia pequenas empresas
O apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) somou R$ 108,2 bilhões, maior valor da história para o período, com alta de 22%. Se você tem MEI ou pequena empresa, esse é o recorte que interessa: o banco está direcionando volume recorde para esse segmento, mas a aprovação depende de projeto e garantias.
Inadimplência do BNDES segue baixa
A inadimplência de 90 dias ficou em torno de 0,05%, praticamente estável, bem abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional (4,68% no geral e 0,66% para grandes empresas). Isso indica que o banco está emprestando com critérios seletivos, o que pode explicar por que nem todo pedido de crédito é aprovado.
Novos setores: carro voador, IA e terras raras
Mercadante afirmou que o BNDES vai diversificar a carteira, com investimentos em carro voador, inteligência artificial, minerais críticos e terras raras. "Vamos entrar forte em terras raras, lítio e em mobilidade. Estamos financiando o PIB de toda indústria automotiva para fazer o elétrico flex", disse. Para o pequeno negócio, o efeito prático deve demorar a chegar, mas pode abrir nichos em cadeias de fornecimento.
Clima e reconstrução: o banco na linha de frente
O presidente do banco também destacou ações de prevenção a mudanças climáticas. "Nós vamos ter novas emergências climáticas. O El Niño está vindo com força e tudo sinaliza que este ano já está muito mais quente no Brasil do que em 2024", afirmou. Ele citou risco de chuva no Sul, ondas de calor no Sudeste e seca no Norte e Nordeste, e disse que o banco vai apoiar empresas, comunidades e famílias atingidas.
Perguntas Frequentes
O BNDES aumentou o lucro no primeiro semestre?
Sim, o lucro recorrente subiu 25%, para R$ 9,2 bilhões, ante o mesmo período de 2025.
Quanto o BNDES aprovou em crédito no semestre?
Foram R$ 110,6 bilhões em aprovações, alta de 52% na comparação anual.
O que significa o lucro recorde para pequenas empresas?
Indica maior capacidade de concessão de crédito, mas a aprovação depende de projeto, garantias e enquadramento nas linhas do banco.
A inadimplência do BNDES é alta?
Não, ficou em 0,05% para 90 dias, bem abaixo da média do sistema financeiro.
Quais setores o BNDES pretende financiar?
Infraestrutura, agropecuária, indústria, comércio, serviços, além de novos segmentos como terras raras, lítio e mobilidade elétrica.
