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BC avalia travas para conter endividamento das famílias antes de teto

ResumoO Banco Central avalia implementar travas regulatórias para conter o endividamento das famílias brasileiras, com limites específicos para bancos antes de estabelecer um teto para comprometimento de renda. A medida surge após o recorde de 26,6% da renda familiar comprometida com dívidas, visando mitigar riscos sistêmicos e proteger a estabilidade financeira.

O Banco Central estuda travas para conter o endividamento das famílias, com limites para bancos antes de um teto para comprometimento de renda. Entenda o contexto do recorde de 26,6%.

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BC avalia travas para conter endividamento das famílias antes de teto
Foto: Viva Capital · BC avalia travas para conter endividamento das famílias antes de teto · 28 ago 2026

O Banco Central está estudando uma série de medidas para conter o endividamento da população, mas planeja primeiro implementar limites para os bancos antes de se debruçar sobre um eventual teto para o comprometimento de renda das famílias com o pagamento de dívidas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Falando sob condição de anonimato, as fontes disseram que a autoridade monetária está cada vez mais preocupada com a ampla oferta de produtos de crédito de alto custo, exigências frágeis de transparência e o baixo nível de educação financeira, combinação que o BC vê alimentando a concessão excessiva de crédito a tomadores já endividados.

Uma das fontes disse que há amplo alinhamento com a avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que, diante do avanço do comprometimento da renda das famílias para níveis recordes, aumentou a justificativa para a adoção de instrumentos macroprudenciais mirando os tomadores. A fonte ressaltou, porém, que um limite para a relação entre serviço da dívida e renda, recomendado pelo FMI em julho, não é a medida preferida para um primeiro passo.

Após a reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), o BC afirmou que, diante da crescente participação de modalidades de alto custo no endividamento, está preparando medidas para mitigar riscos. Na visão de analistas do Citi, a mensagem sugere mudança de foco: em vez de se preocupar apenas com o ritmo de crescimento do crédito, o BC volta sua atenção para os critérios de concessão e a deterioração da qualidade das carteiras.

Dados divulgados pelo Banco Central mostraram que o comprometimento da renda das famílias com dívidas sem financiamento imobiliário alcançou recorde de 26,6% em junho, ante 25,7% no fim do ano passado. O FMI estima que um teto de 40% para novos empréstimos em 2025 teria evitado nova alta, reduzindo a relação em cerca de 5 pontos percentuais e o estoque de crédito em 5,6%.

As medidas em estudo podem incluir aumento de exigências de capital e compulsórios, elevação dos pesos de risco, mudanças no IOF e adoção de um adicional contracíclico de capital principal (ACCPBrasil), mantido em zero desde 2017. Para nós, que planejamos o futuro financeiro da família, o caminho é acompanhar os desdobramentos e revisar o orçamento diante de juros elevados no rotativo, que podem chegar a 15,1% ao mês.

“O Banco Central estuda travas para conter o endividamento das famílias, com limites para bancos antes de um teto para comprometimento de renda. Entenda o contexto do recorde de 26,6%.”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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