# Banco Central estuda interligar Pix com outros países

> Banco Central do Brasil estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos internacionais e hubs multilaterais. A integração permitiria transações transfronteiriças em moeda local, com liquidação em segundos e redução de tarifas. A iniciativa ampliaria o acesso a pagamentos internacionais, beneficiando consumidores e empresas brasileiras.

*Viva Capital · Economia · 10 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

O Banco Central estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países e hubs multilaterais. A medida pode reduzir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais, com recursos em moeda local em poucos segundos.

O Banco Central do Brasil estuda interligar o Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A autoridade monetária argumenta que a medida tem potencial para diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais.

A agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix foi divulgada nesta segunda-feira (10) no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. O BC informou ainda que monitora os modelos de transações internacionais com o uso do Pix que vêm sendo implementados por empresas nacionais e estrangeiras.

## O que muda para quem envia e recebe dinheiro do exterior

Para famílias que dependem de remessas internacionais, a possível interligação representa um avanço. Hoje, enviar dinheiro para outro país envolve tarifas altas e dias de espera. Com a integração, os recursos poderiam chegar em moeda local em poucos segundos.

"Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos", diz o BC.

## Outras novidades previstas para o Pix

Além da integração internacional, o Banco Central planeja outras inovações. Entre elas, transações por aproximação offline, sem internet, e o uso do Pix automático em substituição ao débito em conta.

Também vem sendo estudada a integração do Pix ao mercado de crédito. A ideia é permitir que os "fluxos futuros de Pix" sirvam como garantias para financiamentos.

"Como resultado esperado, a solução pode contribuir para a melhoria da qualidade das garantias e para a redução do custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso do Pix", diz o documento.

## Segurança e combate a fraudes

O BC também identificou uso abusivo das mensagens nas transações de Pix para ofensas, ameaças ou intimidações, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório. Originalmente, as mensagens foram pensadas para registrar informações sobre as transações. Com o uso distorcido, o BC criou um grupo de trabalho para discutir alternativas.

"Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens", destaca o documento.

A agenda de segurança prevê oito medidas, incluindo "critérios objetivos mínimos" para definição de transações suspeitas de fraude. "Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição. Isso gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações que deveriam ter tratamento diferenciado, como transações de elevado valor durante horário não comercial, sejam autorizadas sem uma avaliação mais cuidadosa", argumentou o BC.

A agenda prevê ainda um indicador de "probabilidade de fraude no Pix", calculado em tempo real pelo BC para todas as transações. "Será construído com base em modelo de machine learning [de Inteligência Artificial] e deverá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem os seus sistemas antifraude", diz o informe.

Outras mudanças incluem padronização obrigatória dos "alertas de fraudes" e aprimoramento do fluxo de informações para bloqueios cautelares. "A criação de um fluxo direto e automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a aumentar a assertividade na detecção de fraudes", informa o BC.

## O que isso significa para o seu planejamento financeiro

Para quem pensa no longo prazo, a integração internacional do Pix pode reduzir custos de remessas e facilitar negócios no exterior. Mas é cedo para mudar estratégias. O BC ainda está em fase de estudos, e as medidas dependem de regulamentação.

Planejar cedo é o juro mais barato que existe. Acompanhar essas mudanças permite ajustar seu planejamento sem pressa, aproveitando as oportunidades quando elas se consolidarem.

## Perguntas Frequentes

### Quando o Pix internacional estará disponível?

O BC ainda estuda as interligações bilaterais e multilaterais. Não há data definida para a implementação.

### O Pix internacional vai reduzir tarifas?

O BC argumenta que a medida tem potencial para diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais.

### O que é o Pix automático?

É uma funcionalidade prevista para substituir o débito em conta, facilitando pagamentos recorrentes.

### Como o BC vai combater fraudes no Pix?

Com oito medidas, incluindo critérios objetivos para transações suspeitas e um indicador de probabilidade de fraude em tempo real.

### As mensagens do Pix serão limitadas?

O BC criou um grupo de trabalho para discutir alternativas ao uso inadequado do campo de mensagens.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/banco-central-estuda-interligar-pix-sistemas-outros-paises/
