O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a Bombardier, empresa canadense do setor aeroespacial, nesta segunda-feira, 7, afirmando que ela não venderá mais seus produtos em território americano. A declaração, publicada na Truth Social, diz que os itens da companhia "não são bons o suficiente" e que a demanda vem dos "compradores, empresas, aeroportos e serviços americanos". "Se eles querem nosso mercado, devem construir aqui", escreveu o republicano.
Trump também criticou o Canadá por bloquear grandes bancos e empresas americanas, incluindo a Gulfstream Aerospace, de operar no país, classificando as ações como "injustas e desleais".
A Bombardier é um dos principais concorrentes da Embraer (EMBR3), gigante brasileira do setor. A rivalidade entre as duas empresas é forte, especialmente no mercado de jatos regionais, onde ambas disputam participação global. Para quem acompanha o setor, a ofensiva de Trump pode alterar o equilíbrio competitivo, mas ainda é cedo para medir impactos concretos nos negócios da Embraer no curto prazo.
Do ponto de vista do investidor, a notícia reforça a importância de monitorar as relações comerciais entre EUA e Canadá, já que a Embraer compete diretamente com a Bombardier em mercados-chave. Ainda assim, não há, na fonte, qualquer indicação de mudança imediata nas operações da empresa brasileira análise de ações da Embraer.