# Arrecadação federal tem alta real de 8,97% em julho e recorde

> A arrecadação federal registrou alta real de 8,97% em julho, totalizando R$ 289,346 bilhões, recorde para o mês na série histórica. O ganho não recorrente com imposto de exportação de petróleo contribuiu para o resultado. A Receita Federal divulgou os dados, que refletem aumento de receitas administradas e não administradas.

*Viva Capital · Economia · 25 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

A arrecadação do governo federal registrou alta real de 8,97% em julho, somando R$ 289,346 bilhões, recorde para o mês na série histórica. Receita destaca ganho não recorrente com imposto de exportação de petróleo.

A arrecadação do governo federal somou R$ 289,346 bilhões em julho, com alta real de 8,97% sobre o mesmo mês de 2025. É o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1995, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta terça-feira. O número veio impulsionado por um ganho não recorrente: R$ 3,161 bilhões em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio.

Sem esse ganho atípico, as receitas administradas pelo fisco teriam crescido 6,44% em termos reais, informou o governo. As receitas administradas pela Receita somaram R$ 268,859 bilhões no mês, alta real de 7,71% ante julho de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos, sensibilizadas pela comercialização de petróleo, totalizaram R$ 20,486 bilhões, com aumento real de 28,87%.

Entre os destaques do mês, as receitas previdenciárias avançaram 5,50% em termos reais, puxadas pelo crescimento da massa salarial, pelos ganhos do Simples Nacional e pela reoneração da folha de setores da economia. A Receita também apontou alta de 29,47% na arrecadação de Imposto de Renda sobre ganhos de capital e de 4,52% no IR de empresas e na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação subiu 6,98% acima da inflação na comparação com o mesmo período de 2025, chegando a R$ 1,877 trilhão. O resultado reforça a trajetória de recuperação fiscal, mas o componente não recorrente do imposto de exportação exige cautela: sem ele, o ritmo de crescimento seria menor. Para quem planeja o orçamento familiar, o cenário indica mais previsibilidade nas contas públicas, mas a recomendação segue a mesma: manter reserva e diversificar fontes de renda, porque o horizonte ainda depende de fatores externos, como o preço do petróleo e o conflito no Oriente Médio. planejamento financeiro para famílias

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