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Petróleo sobe 1% com incerteza entre EUA e Irã

ResumoO petróleo registrou alta de 1% nesta terça-feira (4), recuperando-se da queda anterior, em meio a preocupações com o fornecimento do Oriente Médio e negociações incertas entre EUA e Irã. O movimento reflete a volatilidade do mercado diante de possíveis interrupções na oferta e da falta de clareza sobre o acordo nuclear. A commodity encerrou o dia com ganhos, impulsionada por fatores geopolíticos.

Os preços do petróleo se recuperaram 1% nesta terça-feira (4), após forte queda na sessão anterior, com preocupações sobre o fornecimento do Oriente Médio e negociações incertas entre EUA e Irã.

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Após forte queda, Petróleo volta a subir nesta terça-feira com negociações incertas entre EUA e Irã

Os preços do petróleo se recuperaram 1% nesta terça-feira (4), após a forte queda registrada na sessão anterior. O movimento foi impulsionado por preocupações de que o fornecimento do Oriente Médio continua em risco, já que uma solução diplomática para a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que tem prejudicado os embarques, ainda parece improvável.

Resposta direta: Os contratos futuros do Brent para o primeiro mês de vencimento subiam US$ 1,21, ou 1,44%, para US$ 84,98 por barril às 5h07 (horário de Brasília), depois de recuarem 7% na sessão anterior. O WTI avançava US$ 0,47, ou 0,59%, para US$ 80,81, após cair mais de 5% no dia anterior.

Por que o petróleo voltou a subir hoje?

A recuperação dos preços ocorre um dia depois de uma liquidação expressiva. Na segunda-feira, o Brent caiu 7%, atingindo o menor nível em três semanas, enquanto o WTI recuou mais de 5%, alcançando o menor patamar em quase uma semana.

O motivo da queda foi a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo, de que estava suspendendo novos ataques ao Irã enquanto aguarda o andamento das negociações para encerrar a guerra entre os dois países. O ponto central das conversas é o controle do estratégico Estreito de Ormuz.

O papel do Estreito de Ormuz no mercado de energia

A hidrovia estratégica, que liga os produtores de petróleo do Golfo aos mercados globais, era responsável pelo transporte de cerca de um quinto dos embarques mundiais de petróleo bruto e gás natural antes do início do conflito.

A disputa em torno do Estreito de Ormuz é um dos principais pontos de impasse. Washington afirma que o memorando de entendimento firmado em junho exigia que o Irã reabrisse a hidrovia, enquanto Teerã sustenta que o texto preservava explicitamente sua autoridade sobre a passagem.

Irã nega negociações em andamento

Nesta segunda-feira (3), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, rejeitou a afirmação de Trump. Ele disse que não havia negociações em andamento com os Estados Unidos e que nenhuma reunião estava programada.

A contradição entre as partes aumenta a incerteza sobre os próximos passos. Analistas do ING, em relatório, afirmaram que a magnitude da liquidação parece exagerada, considerando a incerteza significativa. "Já estivemos nessa situação várias vezes antes, apenas para ver tudo desmoronar", escreveram.

Dados de fluxo e riscos logísticos

Analistas do Barclays informaram que as exportações líquidas de petróleo bruto e derivados através do Estreito de Ormuz atingiram, em média, 4,2 milhões de barris por dia na semana encerrada em 31 de julho, ante 3,2 milhões na semana anterior.

No Mar Vermelho, seis superpetroleiros de bandeira saudita alteraram recentemente sua rota no Golfo de Áden em direção ao sul da África, enquanto dois navios-tanque carregados com petróleo saudita atravessaram o Estreito de Bab el-Mandeb, segundo dados de transporte marítimo divulgados ontem.

O tráfego marítimo nas principais hidrovias do Golfo, Bab el-Mandeb e o Estreito de Ormuz, permaneceu praticamente inalterado no início da semana.

Incidente em Omã aumenta alerta

O Estreito de Ormuz continua sendo uma área perigosa para as embarcações. Hoje, a agência United Kingdom Maritime Trade Operations informou um incidente a 20 milhas náuticas (37 km) a nordeste de Al Khasab, em Omã, após um navio de carga comunicar pelo canal VHF 16 que havia sido atingido por um projétil de origem desconhecida.

Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade, destacou que, embora os combates entre a Arábia Saudita e os houthis não tenham interrompido completamente os fluxos de energia, eles provocaram tempos de viagem mais longos, custos de seguro mais elevados e desvios ocasionais de rota.

O que esperar dos preços do petróleo?

O cenário segue marcado por risco geopolítico elevado. Para Waterer, o Estreito de Ormuz mantém um risco duplo de gargalos no mercado, impedindo que o petróleo elimine completamente o prêmio geopolítico incorporado aos preços.

Investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos diplomáticos e os dados de fluxo marítimo. A volatilidade deve continuar, com espaço para nova escalada caso as negociações não avancem.

Perguntas Frequentes

O petróleo subiu ou caiu nesta terça-feira?

O petróleo subiu cerca de 1% nesta terça-feira (4). O Brent avançou 1,44%, para US$ 84,98, e o WTI subiu 0,59%, para US$ 80,81, após forte queda na sessão anterior.

Por que o petróleo caiu na segunda-feira?

O petróleo caiu na segunda-feira depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que suspendia novos ataques ao Irã enquanto aguarda negociações. O Irã, porém, negou que haja conversas em andamento.

O que é o Estreito de Ormuz?

É uma hidrovia estratégica que liga os produtores de petróleo do Golfo aos mercados globais. Antes do conflito, era responsável por cerca de um quinto dos embarques mundiais de petróleo bruto e gás natural.

Qual o impacto do incidente em Omã nos preços?

O incidente, relatado pela UK Maritime Trade Operations, reforça o risco na região e pode manter o prêmio geopolítico nos preços, além de elevar custos de seguro e desviar rotas.

Este texto é informativo e não configura recomendação de investimento. Decisões devem ser baseadas em análise própria e acompanhamento do mercado.

“Os preços do petróleo se recuperaram 1% nesta terça-feira (4), após forte queda na sessão anterior, com preocupações sobre o fornecimento do Oriente Médio e negociações incertas entre EUA e Irã.”
Eduardo Tannous · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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