Após apagão em São Paulo, alunos criam projeto para tornar escola autossuficiente em energia solar
O apagão que atingiu São Paulo deixou um rastro de prejuízos e também de aprendizado. Entre as lições, uma veio de dentro da sala de aula: os alunos Luana Pertel e Tiago Lanfranchi, do The British College of Brazil, desenvolveram o PowerPals, um projeto para tornar a escola autossuficiente em energia solar. A iniciativa nasce de um problema real e recente, e por isso mesmo carrega um apelo prático para famílias, gestores escolares e pequenos investidores.
O que é o PowerPals e como ele funciona
O PowerPals é um projeto criado por dois estudantes do The British College of Brazil. Luana Pertel e Tiago Lanfranchi idealizaram uma solução para que a escola não dependa exclusivamente da rede elétrica convencional. A ideia central é usar energia solar para garantir o funcionamento da instituição mesmo em momentos de queda de energia, como o apagão ocorrido em São Paulo.
O nome do projeto, PowerPals, sugere uma parceria entre a energia e a comunidade escolar. A proposta não é apenas técnica, mas também educativa: envolve os alunos no entendimento de como a energia solar pode ser uma alternativa viável e sustentável.
Por que a energia solar faz sentido após um apagão
Apagões como o que atingiu São Paulo expõem a fragilidade de depender de uma única fonte de energia. Quando a rede cai, escolas, hospitais e residências ficam sem luz, o que interrompe aulas, refeições e até o funcionamento de equipamentos essenciais. A energia solar, nesse contexto, oferece uma alternativa: painéis fotovoltaicos podem gerar eletricidade durante o dia, reduzindo a dependência da rede e, em sistemas com baterias, garantindo reserva para momentos críticos.
Para uma escola, tornar-se autossuficiente em energia solar significa mais do que economizar na conta de luz. Significa previsibilidade. Em um país onde quedas de energia não são raras, ter uma fonte própria de geração é uma decisão de planejamento, não apenas de sustentabilidade.
O impacto para a comunidade escolar
O projeto PowerPals não é apenas uma solução técnica. Ele tem um impacto direto na rotina de quem vive a escola. Com energia solar, a escola pode manter as aulas mesmo durante um apagão, evitando que os alunos percam conteúdo e que as famílias tenham que reorganizar a logística do dia. Além disso, a iniciativa serve como ferramenta pedagógica: os alunos aprendem na prática como a energia renovável funciona, o que pode despertar vocações e ampliar a consciência ambiental.
Para os pais, a segurança de saber que os filhos estão em um ambiente preparado para emergências é um diferencial. Para os gestores, a redução na conta de luz pode liberar recursos para outras áreas, como materiais didáticos ou melhorias na infraestrutura.
Energia solar como investimento: o que considerar
A iniciativa dos alunos do The British College of Brazil reflete uma tendência maior: a energia solar deixou de ser um nicho para se tornar uma alternativa concreta de economia. Mas, antes de investir em um sistema fotovoltaico, é preciso avaliar alguns pontos.
Primeiro, o custo de instalação. Painéis solares exigem um investimento inicial que pode variar conforme o tamanho do sistema e a região. Em segundo lugar, a incidência solar do local. Regiões com mais sol tendem a gerar mais energia, o que acelera o retorno do investimento. Por fim, a manutenção. Embora os painéis tenham vida útil longa, é preciso prever limpezas e eventuais substituições de inversores.
Um exemplo prático: uma escola que consome, em média, 1.000 kWh por mês pode precisar de um sistema de cerca de 8 kWp, dependendo da localização. O custo desse sistema, em 2026, pode ficar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. A economia mensal, considerando uma tarifa de R$ 0,90 por kWh, seria de aproximadamente R$ 900. O retorno do investimento, nesse cenário, viria em cerca de 2 a 3 anos.
É importante lembrar que esses números são estimativas baseadas em médias de mercado. Cada caso deve ser avaliado individualmente, de preferência com a ajuda de um profissional especializado.
Aspectos legais e tributários da energia solar
Investir em energia solar também envolve questões legais e tributárias. No Brasil, a geração distribuída é regulamentada por normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Quem gera a própria energia pode usar o sistema de compensação, que permite abater a energia gerada do consumo da rede.
Na declaração do Imposto de Renda, a energia solar pode gerar deduções, mas é preciso atenção. A instalação de painéis solares em imóvel próprio pode ser considerada uma benfeitoria, o que pode aumentar o valor do imóvel e, portanto, o ganho de capital na venda futura. Isso não é uma dedução direta, mas um impacto indireto que deve ser declarado corretamente.
O ideal é manter todos os recibos e notas fiscais da instalação e da manutenção. Eles podem ser necessários para comprovar o custo da benfeitoria, caso o imóvel seja vendido. Além disso, se a escola for uma empresa, a energia solar pode ser tratada como um custo operacional, o que pode reduzir a base de cálculo de impostos como o IRPJ e a CSLL.
O papel da educação e da inovação
O PowerPals mostra que a inovação pode nascer em qualquer lugar, inclusive em uma sala de aula. Luana Pertel e Tiago Lanfranchi não esperaram por uma solução pronta: eles criaram uma. Essa atitude é um exemplo de como a educação pode formar cidadãos mais preparados para os desafios do mundo real.
Para os leitores que se interessam por temas como energia solar, sustentabilidade e educação, o caso do The British College of Brazil é um ponto de partida. Ele mostra que, mesmo em situações adversas, como um apagão, é possível encontrar oportunidades de melhoria.
Perguntas Frequentes
O que é o PowerPals?
O PowerPals é um projeto criado pelos alunos Luana Pertel e Tiago Lanfranchi, do The British College of Brazil, para tornar a escola autossuficiente em energia solar, após um apagão em São Paulo.
Quem são os criadores do PowerPals?
Os criadores são Luana Pertel e Tiago Lanfranchi, estudantes do The British College of Brazil.
Por que a energia solar é importante para escolas?
A energia solar garante o funcionamento da escola mesmo durante quedas de energia, reduz custos com eletricidade e serve como ferramenta educativa sobre sustentabilidade.
Como a energia solar pode ajudar após um apagão?
Painéis solares geram eletricidade durante o dia, reduzindo a dependência da rede. Com baterias, é possível ter reserva para momentos críticos, mantendo aulas e atividades funcionando.
Quais os principais custos de um sistema solar para escola?
Os custos incluem instalação, manutenção e eventuais substituições de inversores. O investimento inicial varia conforme o tamanho do sistema, mas pode ser amortizado pela economia mensal na conta de luz.
A energia solar gera algum benefício no Imposto de Renda?
A instalação de painéis solares pode ser considerada uma benfeitoria, o que impacta o ganho de capital na venda do imóvel. É importante manter recibos e notas fiscais para comprovar o custo. Consulte um contador para orientação específica.
energia solar para empresas como declarar renda de investimentos
Imposto bem entendido é imposto bem pago. Malha fina pega quem chuta, não quem declara certo.
