# Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações em 2026

> A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) prevê um plano de R$ 130 milhões para diversificar a pauta exportadora em 2026. O foco do plano são setores de tecnologia, agronegócio processado e economia criativa, com ações em 15 países para ampliar a presença internacional de produtos brasileiros.

*Viva Capital · Economia · 17 de julho de 2026 · Patrícia Mendonça*

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) prevê um plano de R$ 130 milhões para diversificar a pauta exportadora em 2026. O foco são setores de tecnologia, agronegócio processado e economia criativa, com ações em 15 países. Saiba como o plano impacta 

## Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) prevê um plano de R$ 130 milhões para 2026, com o objetivo de diversificar as exportações brasileiras. O investimento será direcionado a setores estratégicos como tecnologia da informação, agronegócio processado e economia criativa, abrangendo ações em 15 países. A iniciativa busca reduzir a dependência de commodities e ampliar a participação de produtos de maior valor agregado no comércio exterior.

## Como a Apex planeja usar os R$ 130 milhões

O plano prevê a alocação dos recursos em três eixos principais. O primeiro é a promoção comercial, com participação em feiras internacionais e rodadas de negócios. O segundo é a capacitação de empresas exportadoras, especialmente pequenas e médias. O terceiro é a inteligência de mercado, com estudos setoriais para identificar oportunidades.

Segundo a Apex, o cronograma de execução começa no primeiro trimestre de 2026, com ações piloto em países como Estados Unidos, China e Alemanha. A expectativa é que pelo menos 500 empresas sejam atendidas diretamente pelo programa.

## Setores beneficiados e impacto fiscal

Os setores prioritários incluem tecnologia da informação, com foco em softwares e serviços de TI; agronegócio processado, como carnes industrializadas e sucos; e economia criativa, abrangendo design, moda e audiovisual. Para empresas exportadoras, a diversificação pode gerar benefícios fiscais, como a redução da alíquota de PIS/Cofins sobre receitas de exportação, prevista na legislação atual.

Do ponto de vista tributário, empresas que aumentarem sua participação em exportações de maior valor agregado podem se enquadrar em regimes especiais, como o Reintegra, que devolve parte dos tributos pagos na cadeia produtiva. A Receita Federal regula esses benefícios, e é essencial manter a documentação fiscal em dia para evitar problemas na malha fina.

## Como exportadores podem se preparar

Para aproveitar o plano, recomendo que o exportador avalie sua situação fiscal atual. Primeiro, verifique se a empresa está regular com o CNPJ e as obrigações acessórias. Depois, identifique quais produtos podem ser enquadrados nos setores prioritários da Apex. Por fim, busque apoio em entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para acessar os programas de capacitação.

Um exemplo prático: uma empresa de software que hoje fatura R$ 2 milhões por ano, com 30% de exportação, pode, com o apoio da Apex, elevar essa participação para 50%. Isso reduziria a carga tributária sobre o faturamento interno, já que as receitas de exportação são isentas de PIS/Cofins, conforme a legislação.

## Riscos e cuidados com a malha fina

A diversificação de exportações exige atenção com a declaração de tributos. A Receita Federal cruza dados de exportação com as notas fiscais eletrônicas e as declarações de PIS/Cofins. Qualquer divergência entre o valor exportado e o declarado pode gerar notificação de malha fina. Por isso, mantenha registros detalhados de cada operação, inclusive os contratos de câmbio.

Outro ponto é o regime de tributação. Empresas no Lucro Presumido precisam calcular corretamente a base de cálculo do IRPJ e CSLL, considerando a exclusão das receitas de exportação. Já no Lucro Real, é possível compensar prejuízos fiscais de forma mais ampla, mas a escrituração contábil deve ser rigorosa.

## Perguntas Frequentes

### Quando começa o plano de R$ 130 milhões da Apex?

O plano tem previsão de início no primeiro trimestre de 2026, com ações piloto em países estratégicos.

### Quais setores são prioridade?

Tecnologia da informação, agronegócio processado e economia criativa são os três setores principais.

### Como uma pequena empresa pode participar?

A empresa deve se cadastrar nos programas da Apex, que incluem capacitação e rodadas de negócios. O contato pode ser feito pelo site oficial da agência.

### A diversificação de exportações reduz impostos?

Sim, as receitas de exportação são isentas de PIS/Cofins, e a empresa pode se beneficiar do Reintegra, que devolve tributos pagos na cadeia produtiva.

### O que fazer se a Receita notificar divergências?

Consulte um contador especializado em comércio exterior para regularizar a documentação e apresentar os contratos de câmbio e notas fiscais.

como declarar exportação no IRPJ benefícios fiscais para exportadores

Imposto bem entendido é imposto bem pago. A malha fina pega quem chuta, não quem declara certo. Antes de aderir ao plano, consulte um contador para avaliar a situação fiscal da sua empresa.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/apex-preve-plano-r-130-milhoes-diversificar-exportacoes/
